Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais
Enviada em 31/05/2020
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este é livre e responsável.No entanto, no que concerne aos desastres e às reincidências dos crimes ambientais, como em Brumadinho, percebe-se que o indivíduo é extremamente irresponsável, uma vez que o descaso das mineradoras e a falta de fiscalização podem gerar inúmeros prejuízos.
Vale ressaltar, a princípio, que, mesmo depois do desastre que ocorreu em brumadinho, as mineradoras ainda desrespeitam a zona de atenção, que pode levar o rompimento de outra barragem. Diante disso, percebe-se que essa atitude irresponsável ocorre devido à falta de fiscalização do Governo, que pode relacionar-se com o conceito de contrato social, proposto por Thomas Hobbes, segundo o qual cabe ao Estado cumprir com os seus deveres para evitar que o caos aconteça, uma vez que, se não cobrarem dessas empresas uma ação para evitar tragédias ambientais, mais acidentes irão ocorrer.
Por conseguinte, observa-se que o rompimento de barragens não só ocorre nas áreas de Minas Gerais, mas também em inúmeras cidades do país, principalmente no Norte do Brasil, que são negligenciadas, pois não causou tantos danos. No entanto, quanto mais acontece esses crimes mais graves ficam, como ocorreu em Mariana, reportagem divulgada pelo site G1, que mais uma barragem foi rompida, o que ocasionou muitas mortes e deixou muitas famílias sem suas casas. Além disso, esses crimes ambientais destroem cidades inteiras, retirando toda a vida e a vegetação que existia.
Portanto, é necessário medidas para minimizar essa problemática. Dessa maneira, cabe ao Estado combater a negligência das mineradoras, por meio de mutirões de fiscalizações, que sejam não só nas cidades mais populosas, mas também na região Norte, por exemplo, a fim de que menos desastres ambientais,os quais tiram vidas de indivíduos, aconteçam. Assim, o ser humano pode ser considerado responsável, como afirma Sartre.