Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais
Enviada em 01/06/2020
Em virtude dos avanço das técnicas de mineração, iniciadas a partir das revoluções industriais, a os minérios foram explorados e utilizados em escala nunca antes vista, exercendo importância fundamental na economia, no meio meio técnico-científico-informacional, em diversos outros setores. Assim, o rompimento da barragem de Mariana e posteriormente de Brumadinho, demonstra a dicotomia presente, já que é possível observar a forma irresponsável em que a mineração ocorre no país, e sua grande importância em diversos campos sociais, tecnológicos e econômicos. Em que acarretou em uma tragédia humana e para o ecossistema nacional, fruto da irresponsabilidade do governo brasileiro e da empresa Vale, que se ausentam da responsabilidade de tais desastres.
A priori, o dano causado pelo rompimento de ambas as barragens é irreparável, devido aos prejuízos permanentes na fauna e floral local, aliado as centenas vítimas do desastre, seja de forma direta ou indireta. Logo a frase de Mahatma Gandhi explicita tal ideia, “A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a ganância”, em que a lógica capitalista sobrepõe a moral e responsabilidade, e partir dessas ações demonstram o desrespeito para com as vidas humanas e a natureza.
A posteriori, é notável a forma em que o Governo do Estado de Minas Gerais ausentou-se da obrigação da fiscalização das barragens, que resultaram em danos imensuráveis, logo demonstrando a ineficácia do Estado para a manutenção das inspeções de maneira regular e eficaz. Aliado ao fato da aplicação de punições brandas em ambos os casos, além da negligência da empresa Vale, que apresentou falhas no processo da garantia de segurança, e postergou indenizações a funcionários e vítimas do desastre.
Em suma, é necessário que o governo, por meio de órgãos de fiscalização, realize supervisionamentos em torno das empresas de mineração e suas barragens, de forma minuciosa e precisa. Portanto, também deve ocorrer o financiamento conjunto por parte da empresa Vale e o Governo de Minas Gerais, para a restituição do ecossistema local e das áreas atingidas, e o pagamento das indenizações para a população que foi afetada, direta e indiretamente. Enfim, visando a menores consequências para a natureza e moradores da região, e com o objetivo de evitar desastres e crimes ambientais, é fundamental a realização de tais medidas.