Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

Enviada em 10/06/2020

Nos anos de 2015 e 2019, no estado de Minas Gerais, houve o rompimento das barragens mineradoras nas cidades de Mariana e Brumadinho, que ceifou milhares de vidas, destruindo a fauna e flora local. Desse modo, é cognoscível que, no Brasil, existe uma improbidade e um déficit fiscal ligado as empresas que exploram o biossistema brasileiro. Nesse espectro, percebe-se que a reincidência de crimes ambientais trazem nocivas consequências à sociedade, como a desolação de todo um ecossistema e a diminuição da qualidade de vida populacional local.

Vale ressaltar, de início, que os crimes ambientais são os principais responsáveis pela desregulação da cadeia trófica. De acordo com o Governo Federal, em Mariana, cerca de 663 km de rios e córregos foram contaminados e, aproximadamente, 1469 hectares de vegetação foram destruídos. À vista disso, é perceptível que essa tragédia provocou o desequilíbrio nas relações de autótrofos e heterótrofos, provocando o desaparecimento de espécies e o processos de bioacumulação, cujo o homem finda sendo o mais afetado dessa ação, pois conforme Francis Bacon, filósofo e cientista inglês, “só se pode vencer a natureza obedecendo-lhe.”

Em segundo plano, nota-se que, no nosso país, a impunidade deixa as comunidades afetadas sem nenhum suporte ou estrutura. Nesse viés, a Fundação Oswaldo Cruz aponta como maléfico a população continuar nesses locais, uma vez que a produção alimentícia e a água potável estão comprometidas, podendo ocasionar problemas de toxicidade para quem consumi-las. Nesse prisma, é compreensível que a qualidade de vida da população foi drasticamente afetada e que possivelmente terão que ser realocados para outros municípios, devido a essa irresponsabilidade empresarial e estatal.

Em suma, medidas são essenciais para minorar a reincidência dos crimes ambientais no Brasil. Primordialmente, o Ministério do Meio Ambiente deve realizar um aporte financeiro em todos os municípios brasileiros, no qual a finalidade é instaurar um melhor policiamento ambiental e melhorar a fiscalização sobre os recursos naturais brasileiros, cujo objetivo é ter um maior controle sobre essas atividades empresariais e evitar possíveis acidentes ecológicos que possam vir acontecer. Ademais, ONGs, engajadas em questões sociais, devem promover lives com sociólogos e ambientalistas, com o desígnio de informar sobre esses imbróglios no nosso país e promover a reflexão sobre o tema pelo o público nacional. Sendo assim, ações desse tipo garantirão um país mais justo e sustentável.