Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais
Enviada em 20/06/2020
“O homem, é o lobo do homem.”O filósofo Thomás Robbs, nos remete que o homem é o próprio inimigo de sua raça, o qual vemos no Brasil hodierno, que devido à ganância de muitos em enriquecer, outros tem sua vida afetadas e ate mesmo ceifadas. Igualmente ocorreu em Brumadinho e Mariana, cidades do interior de Minas Gerais, que foram palco do rompimento de duas barragens com resíduos tóxicos de empresas mineradoras, devido à falta de punição por parte do governo, reincidiu no intervalo de 4 anos, o que culminou na morte de diversas famílias e a contaminação ambiental da região.
Conforme a Constituição Federal de 1988, artigo 225, o meio ambiente ecologicamente equilibrado, é direito do cidadão para que tenha qualidade de vida. Mediante a isto, cabe pontuar a negligência das autoridades mediante aos danos caudados por empresas mineradoras, pela falta de fiscalização e punição em caso de acidentes. Prova disso, é o caso de Brumadinho, que segundo o jornal eletrônico R7, a partir de um vídeo feito pôr funcionários da barragem, mostra que a estrutura estava comprometida. Certamente, classificado como a causa de tal acidente e que culminou na morte de diversas famílias.
Ademais, o meio ambiente também foi afetado, pois segundo portal de notícia G1, toneladas de rejeitos foram depositados em solos e rios, como por exemplo o São Francisco. Consequentemente, animais contidos nessas bacias hidrográficas foram contaminado por materiais pesados, provenientes da mineração, como o cádmio, um metal cancerígeno, que é acumulativo no organismo. E com o passar do tempo, pode ser ingerido pelos seres humanos que dependem da água e dos seres viventes de tais rios, e ingerir tais alimentos com essa toxidade culmina em doenças e até mesmo em mortes.
Portanto, é necessário que o governo cumpra a Constituição Federal de 1988, artigo 225, ao punir as empresas responsáveis pelo danos supracitados , além de criarem leis que obriguem as empresas a utilizar melhores tecnologias para tratar os rejeitos tóxicos dessa produção, como também, impor que as empresas instalem aparelhos eficientes que detectem um possível rompimento de barreiras através de tremores nas cidades próximas e oferecer treinamento a população em caso de esvaziamento da cidade. É assim, impor uma relação harmônicas entre os seres humanos, assim como a natureza.