Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

Enviada em 16/07/2020

Desde o Iluminismo, ocorrido em (1715-1789), a massa já sabe-ou deveria saber-que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro.No entanto, com a catástrofe em Brumadinho e os crimes ambientais, percebe-se que esse ideal iluminista é verificado na teoria e desejavelmente na prática.Dessa forma, os debates a cerca de tais estorvos ganharam amplo espaço midiático, visto que esses impasses podem ser agravados pela visão capitalista e a negligência estatal.

Em primeiro lugar, é fato que a ideia voltada ao lucro é um agravante para infrações no meio ambiente.Prova disso são os empresários que fazem altos investimentos no setor de ambiente e esperam ganhar em cima, entretanto, com essa perspectiva lucrativa,estes acabam não pensando no bem coletivo, ou seja, não se importam nas consequências que irão vir a acontecer na sociedade, como o caso dos desastres, poluições, etc.Nesse contexto, fazendo relação com a teoria de Zygmunt Bauman, a qual relata que a sociedade é “liquida”, ou seja, é individualista e não assiste o outro.Nesse contexto, grande parte da população fica prejudicada, justamente por muitas morarem em áreas de risco e, assim, serem principais alvos de deslizamentos,como o caso da região de Brumadinho.Dessa forma, percebendo-se que o viés lucrativo das empresas são problemas a serem minimizados.

Em segundo lugar, vale salientar que o descaso governamental intensifica os decorrentes desastres ambientais no Brasil.Isso porque, de acordo com Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, o Estado era ciente dos riscos de quebra das diversas barragens, entretanto, não tomou nenhuma medida cabível para solucionar tal problema.Sendo assim, rompendo com a teoria de Tomás de Aquino, a qual relata que a sociedade deve ser amparada pelo governo vigente, ou seja, auxiliada em todas as ocasiões.Um exemplo desta problemática são os reincidentes casos de protesto na Metrópole de Belo Horizonte, onde vários grupos reivindicaram assistência do governo sobre as barragens que estavam danificadas, porém não foram ouvidos pelo Estado.Dessa forma, a negligência estatal é um problema a ser minimizado.

Urge,portanto,a necessidade de transformação da sociedade diante dos estorvos ambientais.Logo, o Estado, principal agente auxiliador, deve punir empresários por meio de multas elevadas por praticarem crimes ambientais, a fim de reduzir os constantes casos de problemáticas ambientais.Além disso, cabe ao Estado atender os pedidos da população,a fim de beneficiar o ecossistema.Dessa forma, com essas ferramentas, a massa brasileira irá ter uma relação cada vez mais harmoniosa com o meio ambiente e, assim , podendo se concretizar os ideais iluministas de formar uma agremiação utópica.