Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

Enviada em 08/10/2020

Observa-se que muitas discussões têm ocorrido a cerca da reincidência de crimes ambientais. Isso é evidenciado devido ao descaso governamental e, também, à mentalidade da população.

É relevante abordar, primeiramente, que com a ascensão do capitalismo desde a Revolução Industrial, as grandes empresas e as indústrias produzem de forma desordenada para alimentar o sistema. Dessa maneira, há um aumento significativo nos índices de crimes ambientais - destruição da fauna e da flora, rompimento de barragens e queimadas -, visto que a morosidade do judiciário, ou seja, a demora excessiva para solucionar tais infrações, oferece às empresas uma sensação de impunidade. Exemplo disso é o desastre de Mariana em Minas Gerais e o crime nuclear de Chernobyl.

Em segundo lugar, conforme explicita a jornalista Eliane Brum, em seu texto “Exaustos, correndo e dopados”, os indivíduos estão em constante busca por ascensão social, e vivem, segundo ela, em “ritmo de emoticons”, perdendo só a alma. Nessa perspectiva, nota-se que tal lógica se encaixa com o assunto em questão, porque a rotina agitada e a ambição desses indivíduos contribui com o desleixo ambiental. Dessa forma, existe a normalização de ações como a poluição e o desmatamento, por consequência, ocorre a reincidência dos crimes ambientais.

É necessário, portanto, que o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a mídia, não só promova campanhas explicativas, mas também, crie leis para preservação ambiental. Isso ocorrerá por meio da implementação de leis com penas e multas para as empresas que cometerem crimes ambientais e campanhas televisivas, nas quais haverá professores de educação ambiental, estes irão explicar a importância da preservação ao meio ambiente e da necessidade de fazer pesquisas à respeito das empresas que cada um consome. Tal conduta terá como objetivo garantir que não ocorra mais crimes ambientais.