Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais
Enviada em 31/10/2020
Na obra “Utopia”, do literato britânico Thomas More, é descrita uma sociedade ideal na qual o corpo social se padroniza pela ausência de entraves. Porém, o que se observa é o oposto da supradita, já que “o desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais” exibem barreiras que impedem a realização dos planos de More. Essa visão contrária é fruto tanto do menosprezo do estado com o meio ambiente quanto do descaso do Governo.
Sobretudo, é essencial salientar o menosprezo do Estado com o meio ambiente como agente do problema. De acordo como pensador Johann Goethe: “O grande segredo da nossa doença oscila entre precipitação e negligência”. Por isso, percebe-se que o meio ambiente perdeu sua relevância perante as autoridades, uma vez que, como informou a Agência Brasil, a Vale tinha ciência do risco da barragem de Brumadinho, mas não tomou providências. Haja vista, isso se deve à impunidade aos criminosos que brincam também com a vida pessoas em troca de riqueza. Tudo isso apresentado à resolução do problema, já que essa atitude ajuda para a duração desse cenário prejudicial.
Ademais, é crucial pontuar que o descaso do Governo procede da baixa atuação dos setores estatais. Segundo o pensador Thomas Hobbes: “O Estado é encarregado de assegurar o bem-estar da população”, todavia tal fato não ocorre no Brasil. Por isso, devido à falta de ação das autoridades, o descaso do Governo traz sérias consequências, isto é, em não punir os causadores desses crimes como, por exemplo, Brumadinho e Mariana, deixando brechas para novas tragédias no Brasil e até possíveis mortes, além da destruição da natureza. Desse modo, faz-se mister a reconstrução dessa postura do Governo imediatamente.
Portanto, medidas viáveis são essenciais para conter o avanço da problemática no Brasil. Assim, para evitar novos crimes ambientais, precisa-se que o Tribunal de Contas da União encaminhe capital. Esse, por sua vez, será revertido pelo Governo, órgão responsável pela gestão do Estado, na criação de programas, mediante a votação dos deputados na câmara. Logo, serão promovidas fiscalizações a fim de garantira existência de medidas de prevenção, de forma a evitar ou minimizar futuros imprevistos. Dessa maneira, atentar-se-á aos impactos danosos dos desastres ecológicos e a comunidade alcançará o sonho de More.