Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais
Enviada em 17/11/2020
No século XVI, Portugal começava sua colonização no Brasil, essa marcada inicialmente pela exacerbada exploração do pau-brasil. Nesse sentido, observa-se que após anos, casos de crimes ambientais, os quais estão presentes desde a colonização ainda são notáveis na atualidade, como o das barragens de Brumadinho e de Mariana. Sob essa perspectiva, esses acontecimentos são problemáticos, pelo fato de afetar amplamente a biodiversidade e estarem estruturados a anos na sociedade. Portanto, é precípuo que haja mudanças o quanto antes, pois esses estão relacionados tanto nos aspectos ambientais, como também nos econômicos.
Em primeiro plano, cabe analisar que os ecossistemas são constituídos por complexas relações entre os animais. Sob essa perspectiva, é passível de comparar o livro “A era do vazio”, do autor Lipovetsky com as ações humanas no meio ambiente, pois o descaso e o desinteresse de proteger a biodiversidade, mostra, assim como nessa obra, o individualismo e a falta de empatia. Portanto, nota-se que essa a indiferença do homem com o meio natural, caso não mude, continuará proporcionando problemas tanto para essa, como para próximas gerações, como a destruição de biomas e a extinção de espécies, o que gera consequências até mesmo na saúde humana.
De outro modo, deve-se salientar que a perpetuação dos crimes ambientais é reflexo herdado de uma economia colonial de base agrária. Nessa conjuntura, o filósofo Mario Sérgio Cortella afirma que “O animal satisfeito dorme”, ou seja, quanto beneficiado, o indivíduo não se interessa pelos problemas ou pelas consequências que aquela atividade provoca. Sendo assim, as grandes empresas e o agronegócio não se preocupam com os desastres que causam no meio ambiente, pois desse lucram milhões. Portanto, faz-se necessário que os pensamentos ambientais mudem, pois as mudanças irão acontecer somente após a quebra desse descaso que está estruturado nessa classe.
Em suma, fica evidente que os crimes ambientais são realidade nos dias de hoje. Dessa forma, é preciso que o governo juntamente com as instituições de segurança, por meio da promoção de ações efetivas, fiscalize toda a estrutura, desde a extração até o despejo dos resíduos não utilizados, das empresas que utilizam o meio ambiente como fonte de matéria prima. Ademais, caso encontrado alguma inrregularidade que proporcione algum risco ambiental, deve-se interromper a produção e dar um praso para que seja regularizada, se não promoverem as mudanças necessárias, deve-se multar a instituição. Desse modo, tanto a reincidência dos crimes ambientais, como também dos desastres serão minimizados. Por fim, esses problemas que se estendem desde a Era Colonial no Brasil começarão a ser findados.