Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais
Enviada em 09/11/2020
Observa-se que, a reicidência de crimes ambientais é uma grave realidade no Brasil. Isso é evidenciado devido a negligência estatal e populacional para assegurar e promover o equilíbrio entre a preservação ambiental e os interesses humanos. Assim, desastres, como o de Brumadinho, estão sucetíveis à acontecer.
De acordo com a Constituição de 1988, é um dever do estado zelar por um meio ambiente ecologicamente equílibrado. Todavia, verifica-se o descaso governamental para fiscalizar se as empresas, como as mineradoras, possuem mecanismos seguros, e se estão, de fato, respeitando as leis ambientais. Desse modo, a negligência dos órgãos superiores contribui, mesmo de forma involuntária, para que esses desastres ocorram, como o rompimento da barragem em Brumadinho, o que, por conseguinte, gera perdas ambientais, como fauna e flora, e também de vidas humanas.
Nesse viés, à luz do sociólogo Zygmunt Bauman, em sua tese ‘‘Modernidade Líquida’’, o indivíduo é análogo a àgua e,por não possuir laços sólidos, se adapta facilmente e não se importa com o que ocorre ao seu redor. Diante dessa perspectiva, é importante salientar a ausência de cobranças, por parte da população, por medidas mais sustentáveis. Assim, a banalização da reflexão sobre a gravidade dos crimes ambientais acarreta a comodidade do indivíduo,e, consequentemente, provoca a falta de críticidade sobre o assunto.
É necessário, portanto,que o governo destine maior parte do PIB para o Ministério do Meio Ambiente, para que este elabore mecanismo, como a fiscalização obrigátoria nas instituições, por meio de ambientalistas, com intuito de criar uma responsabilidade socioambiental nas empresas. Ademais, é crucial que o Ministério das Comunicações elabore campanhas e projetos, tanto físicas midiáticas, com o objetivo de levar o conhecimento e incentivar a criticidade sobre os crimes ambientais, pois somente dessa forma o Brasil poderá ser mais sustentável, seguro e desenvolvido.