Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

Enviada em 07/01/2021

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. Porém, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão dos problemas relacionados ao desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais. Dessa forma, em razão do silenciamento e da falta de responsabilidade governamental, emerge um paradigma complexo, que precisa ser revertido.

Em primeiro plano, o silenciamento é uma causa latente da problemática, impedindo, seriamente, que algo seja feito. Segundo Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Entretanto, a falta de debates acerca do desastre em Brumadinho e dos crimes ambientais é um enorme empecilho para a resolução desse problema. Nesse sentido, trazer esse tema à pauta e discuti-lo amplamente é de suma importância, uma vez que já ocorreu tragédia análoga quando ouve o rompimento da Barragem de Fundão em Mariana, no ano de 2015.

Além disso, a irresponsabilidade governamental é outro fator determinante para a persistência da mazela. Nesse contexto, a Constituição Federal de 1988 defende a garantia à proteção de espécies e ecossistemas. No entanto, essa carta magna se apresenta falha, já que o governo não fiscaliza a fundo as empresas responsáveis pelos desastres ambientais. Desse modo, uma maior representatividade governamental é necessária para que não haja reincidência dos crimes ambientais.

Portanto, é preciso intervir sobre a problemática. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve promover debates e um maior aumento nas fiscalizações acerca das leis ambientais, por meio de palestras com especialistas do assunto. Tais eventos podem ocorrer na Semana do Meio Ambiente, a fim de que mais cidadãos fiquem a par da situação e a repetição dos crimes ambientais deixe de ser um problema. Assim, espera-se que as infrações no meio ambiente, como o desastre em Brumadinho, não volte a acontecer.