Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

Enviada em 12/01/2021

A Terceira Revolução Industrial, A Revolução Técnico-Científico, iniciada no meado do século XX, promoveu diversos avanços setores da informática e telecomunicação. Dessa maneira, um dos adventos da tecnologia foi o avanço em pesquisas de meios sustentáveis. Entretanto, visando o lucro, empresas de grande porte investem em materiais de baixa qualidade para baratear sua construção. E, então, desastres, como o de Brumadinho, acontecem. Sendo assim, por causa má fiscalização de construção de barragens, há graves consequências no meio ambiente.

Em primeiro plano, é válido citar que a irregularização de obras na construção civil é comum, principalmente, em famílias de baixa renda, devido à prestação de serviços informal, substituindo, assim, um indivíduo formado na área. Além disso, a falta de regularização dessas obras, não tem foco somente na população pobre, mas, também, em construções de grandes empresas. Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, disserta em sua obra “Globalização e as Consequências Humanas” que o estado caminha para uma desordem mundial, causada, sobretudo, pela falta de controle estatal. Em vista disso, o controle de obras são de extrema importância e de urgência.

Por consequência, desastres nas edificações ocorrem afetando a mais importante composição global: a natureza. O rompimento da barragem de Mariana e, o mais recente, de Brumadinho, causou, além das mortes, consequências gravissímas, como componentes químicos, que destruíram a vegetação local e a vida animal. Por causa disso, a afirmação atribuída à filósofa francesa Simone Beauvoir, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”, pode ser facilmente aplicada aos crimes ambientais, já que mais escandalosa do que a ocorrência dessa problemática, é a população se habituar com essa realidade. Dessa forma, os desastres ambientes que prejudicam todo ecossistema vem sendo banalizado.

Portanto, é mister que investimento em políticas públicas para evitar desastres que prejudicam o meio ambiente seja feito. Urge que o Ministério do Meio Ambiente, por meio de um projeto de lei, aumente a quantidade de fiscais e invista em fiscalizações mais rigorozas, com o objetivo de diminuir acidentes que são nocivos à natureza. Ademais, os materiais, que serão utilizados na obra, devem ter uma qualidade mínima, além de ter uma frequência maior nas visitas técnicas para evitar que acidentes aconteçam. Destarte, o estado terá o controle que Bauman citou, a população não agirá com indiferença, como dizia Simone, e a não haverá reincidência dos crimes ambientais.