Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

Enviada em 13/01/2021

No documentário a “Última Hora” é uma experiência capaz de expandir a nossa consciência e responsabilidade sobre a atual realidade ambiental do planeta, pois retrata diversas devastações ambientais que ocorrem em nosso planeta. Sob essa óptica, no contexto brasileiro, tal perspectiva não se faz presente, uma vez que crimes ambientais é uma problemática recorrente. Diante disso, faz-se necessário medidas interventivas para conter a questão, a qual é agravada devido não só a falta de consciência, mas também à falta de informação no âmbito educacional.

Em primeiro lugar, convém enfatizar o impacto da falta de consciência global, pois na atualidade os prejuízos ambientais, ainda é questionado como veracidade. Nesse sentido, ao votar para o cenário brasileiro, tem-se dados divulgados pelo Inpe apontam aumento do desmatamento na Amazônia entre 2019 e 2020. Nessa lógica, esses efeitos que ocorre na natureza, sendo ou não originada pelos humanos, serão convertidos em desastres ambientais, o que resulta em um prejuízo a saúde humana.       Em segundo lugar, é importante destacar a falta de uma educação formadora como um dos fatores que validam a persistência da problemática. Segundo Paul Atson, co-fundador do Greenpeace, Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente. Ademais, de acordo com a Constituição Federal, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo- se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Entretanto, na realidade do Brasil, esse ideal não é concretizado, pois temos ocorrências de tragédias como a de Brumadinho e Mariana. Desse modo, enquanto o ambiente escolar não trabalhar a importância do Meio Ambiente preparar devidamente seus discentes, o problema de crimes ambientais só aumentará sobre o País.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de ações interventivas para minimizar prejuízos na natureza em todo território brasileiro. Para tanto, o Legislativo deve criar leis mais rígidas, para proporcionar que empresas prezem pelo Meio Ambiente. Ademais, compete ao Ministério do Meio Ambiente - órgão responsável pelas políticas ambientais -, por meio de amplo debate entre Estado, professores e famílias, introduzir novos métodos eficazes de ensino, com o objetivo de inserir a educação ambienta nas escolas desde o primário e, consequentemente, promover um ambiente equilibrado para todos e erradicar crimes como ocorrido em Brumadinho. Feito isso, o Brasil poderá, gradativamente, mudar o quadro atual.