Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais

Enviada em 21/05/2021

Dia 25 de janeiro de 2019, foi marcado por um dos maiores desastres ambientais e industriais do Brasil. O acidente,  conhecido como o rompimento da barragem de Brumadinho, teve como local na barragem de rejeitos de minério em Brumadinho (MG), administrada pela empresa Vale.

Sabe-se que, o evento desencadeou de uma grande avalanche de lama, que destruiu comunidades próximas e construções da própria Vale. A tragédia ocorreu três anos depois do desastre ambiental em Mariana (MG) e provocou cerca de 252 mortes, sendo que muitas outras pessoas continuam desaparecidas. Nesse sentido, uma onde de protestos contra a empresa foi gerada e intensificada com o passar dos dias. A ex-ministra do Meio Ambiente pronunciou-se dizendo que o poder público e as mineradoras não aprenderam nada com a tragédia de Mariana e que não se trata de um desastre ambiental e sim, de um crime ambiental.

Ademais, a barragem rompida em Brumadinho tinha como finalidade a deposição de rejeitos e estava inativa, não havendo atividades operacionais. Ainda de acordo com a mineradora, a barragem possuía segurança física e hidráulica, porém posteriormente, ao terem contato com os documentos da mineradora Vale, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) revelou que a Barragem I da Mina do Feijão, estava classificada internamente em “zona de atenção”.

Mediante a isso, é necessário que a empresa Vale se responsabilize pelo ocorrido, ajudando as famílias de funcionários prejudicados pela tragédia, como na doação de capitais e de habitações temporárias para os mesmos, assim como na colaboração da reconstrução da barragem, assegurando de que tal incidente não ocorrerá outra vez, a fim de manter um espaço mais seguro para seus empregados.