Desastre em Brumadinho e a gravidade da reincidência dos crimes ambientais
Enviada em 20/05/2024
A animação “Wall-E”, da Disney, apresenta um planeta Terra que se tornou inós- pito para todos os seres vivos devido aos desastres ambientais causados e agrava- dos por ações humanas. Na conjuntura vigente, o possível colapso ambiental já é alertado, e a indiferença perante o assunto pode levar a um cenário como repre- sentado no filme. Nesse viés, é imprescindível analisar não apenas a ineficiência es- tatal, mas também o negacionismo científico.
Primeiramente, é fulcral a presença de um Estado ativo para combater a proble- mática. De acordo com o filósofo polonês Zygmunt Bauman, uma instituição que se desvia de sua função original é assemelhada a um “zumbi”. Sob esta perspectiva, o governo brasileiro coincide com tal conceito ao não cumprir seu papel como princi- pal promotor de políticas públicas de desenvolvimento, negligenciando tragédias que assolam o território nacional — como a que ocorreu em Brumadinho.
Ademais, o negacionismo científico intensifica o quadro da crise ambiental. Se- gundo o ativista acriano Chico Mendes, “ambientalismo sem luta de classes é jardi- nagem”. Na realidade contemporânea, a citação reforça que desprezar alertas vin- dos de cientistas cerca do colapso natural ser causado pelo capitalismo industrial agrava o cenário de degradações.
Depreende-se, portanto, que é crucial combater a problemática que ameaça o meio ambiente e a vida humana. Em suma, cabe ao Governo Federal elaborar e re- forçar leis ambientais por meio do Poder Legislativo, visando evitar a reincidência de crimes que deteriorizam a natureza, garantindo então o impedimento de tragé- dias após a resolução do caso.