Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 30/11/2019
Ecologia, ramo da biologia que estuda as relações dos seres com o ambiente. Todos os organismos se mantém em harmonia com a natureza. Por que o Homo sapiens não? Dentre os animais cordados, o ser humano, é o que apresenta um maior desenvolvimento cortical do cérebro. No entanto, o dom de ‘pensar’ é uma faca de dois gumes, pois o peso da consciência, coletividade, dinheiro e egoísmo, se alternam de acordo com a situação.
Um ecossistema encontra-se equilibrado quando o mesmo apresenta um estado ecológico de clímax. Onde todas as interações ecológicas não alteram seu funcionamento, sendo seus recursos preservados. Porém, desde a chegada do homem ao planeta, o clímax de algumas locais não é mais o mesmo. Além do fato da revolução industrial ocorrida no século XIX intensificar esse processo de alteração. Alguns geólogos já acreditam que vivemos em uma nova era geológica denominada antropoceno, tendo em vista tantas modificações já provocadas no planeta. A grande massa cinzenta do cérebro humano lhe dar a capacidade de pensar e discernir, então porque esse animal tão devastador não acha um meio de atenuar estes danos que causa a um ambiente que não é só dele?
De fato, politicas ambientais já atuam na área, como as unidades de conservação geridas pelo ICMbio, onde é permitido manejar recursos naturais sem alterar o funcionamento do ecossistema, assim como as unidades de conservação integral, que não permite a entrada de pessoas e visa preservar o ambiente como este era antes da chegada do homem. No entanto, indivíduos semelhantes de competência sagaz, movidos por dinheiro e benefício próprio, destroem o ambiente. Como, por exemplo, o ‘dia do fogo’ denunciado pelo canal G1 , onde fazendeiros e grileiros provocaram uma série de incêndios ao bioma amazônico, inclusive em áreas protegidas, afim de obter um maior território parar gerir o agronegócio e seus lucros.
Logo, o desenvolvimento sustentável não é utópico, porém o egoísmo e ganância de determinados grupos da sociedade o faz parecer ser. Conscientização acerca da importância da preservação dos finitos recursos naturais através de programas e palestras à produtores, assim como alteração do código florestal de 2012 via congresso nacional, além de leis mais rígidas que punam pessoas que provocam ‘dias de fogo’, possam fazer com que a coletividade e consciência sobre a manutenção de recursos visando as futuras gerações se sobressaiam sobre o egoísmo de certos indivíduos não apenas em determinados momentos, ma sempre.