Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 13/10/2020

A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância." A frase do revolucionário Mahatma Gandi faz alusão a desarmonia dos seres humanos com o meio ambiente. Nessa perspectiva, fica evidente que o desenvolvimento sustentável é possível, pois a natureza produz o suficiente para sustento de todos, porém os ideais capitalistas criam uma falsa impressão de que isto, no século atual, seja uma útopia. Urge portanto, uma mudança na mentalidade da sociedade brasileira.

Vale ressalta a princípio, que o desenvolvimento sustentável é algo real e necessário, viver em hamonia com a natureza é vital, se esta ruir, a espécie humana acabará. Ademais, Paul Atson o co-fundador do Greenpeace afirmou que “inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente.” Porém, atualmente vivência-se uma desarmonia, ou seja, um desequilíbrio na relação ser humano-natureza, porque a natureza produz o sustento necessário a todos os seres vivos, todavia, o homem tira muito além do que precisa, porque tem se tornado cada vez mais consumistas e menos consciente. Por conseguinte, os recursos naturais tem sido visto somente como fonte de renda, como o setor primário da economia e não tem sido levado em consideração as mudanças climáticas, as queimadas recorrentes, o desmatamento exacerbado e a extinção de várias espécies. Urge portanto que medidas sejam engedradas para que a espécie humana não seja a próxima a ser extinta.

Outrossim, merece destaque as diversas políticas ambientais estabelecidas na constituição de 1988, que dá ao poder público a tarefa de garantir a preservação do meio ambiente. Entretanto, as leis não são cumpridas e as emendas constitucionais dão margem a exploração excessiva por parte das empresas e dos grandes latifúndios, que não acreditam que é possível obter lucro e preservar o tesouro nacional simultaneamente. Diante do exposto, é possível afirmar que os ideais neoliberais só incentivam o aumento do consumo e da produção e não se importam com o meio ambiente e o Ibama que é a polícia ambiental que deveria fiscalizar as irregularidades, muitas vezes recebem propina para fazer “vista grossa” diante das atrosidades feitas contra a nataureza. Logo urge uma mudança.

Em suma, é necessário que o Ministério do Meio ambiente em consonância com as escolas e as mídias sociais criem campanhas de conscientização, por meio de palestras, workshops e em meio escolar, se utizem de pesquisadores e ambientalista com o fito de criar cidadãos que deixem de ser espectadores passivos da destruição do meio ambiente e se tornem agentes de transformação que protestem a favor do desenvolvimento sustentável. Além disso, faz-se necessário uma fiscalização mais eficiente nas áreas de reserva, maiores multas e punições mais duras para os descumprirem as leis ambientais. Somente assim, será possível o ser humano viver em harmonia com a natureza.