Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 08/09/2020

Os processos industriais tiveram início no século XVIII, na Inglaterra, com a implantação de máquinas para melhor produção. A urbanização brasileira, por sua vez, inicia no século XX, com o êxodo rural. Após tais eventos, consequências negativas surgiram dos procedimentos realizados, exigindo um desenvolvimento sustentável. A ideia de que esse avanço seja extremamente restrito e complexo, sendo uma utopia, não procede. Requer, por outro lado, esforço e cooperação da sociedade, sendo já nos dias que correm uma realidade - a qual precisa ser intensificada e propagada para maior eficiência.

Em primeiro lugar, cabe analisar como a sustentabilidade é colocada em ação no cotidiano. A ativista ambiental Fernanda Cortez, em 2018, lançou uma série em seu canal no youtube chamada “mares limpos”, que visava abordar a poluição plástica e seus impactos. Tanto na série quanto em outros vídeos, Cortez ensina como ter hábitos que, no dia a dia de uma pessoa e/ou família, terão impactos no desenvolvimento da sociedade como um todo, diminuindo os danos causados no meio para preservar o futuro das próximas gerações. Posto isso, nota-se que não há complexidade ou graus de dificuldade para fazer da necessidade uma realidade. O desenvolvimento sustentável não é uma utopia, haja vista que todos podem contribuir de alguma maneira, seja por um grande projeto ou pequenas ações diárias.

Sendo assim, esforço e cooperação do povo (incluindo autoridades) são pontos bastante relevantes para tornar o viável em ação. De acordo com o G1 em movimento, Curitiba, desde os anos 90, é um exemplo de mobilidade sustentável, já tendo recebido menção honrosa no prêmio Sustainable Transport Award (STA) por iniciativas de compartilhamento de bicicleta, semáforos inteligentes e atenção a passageiros com deficiência. Desse modo, percebe-se que, com a devida postura das autoridades e a cooperação da população, é possível desenvolver um projeto que vise o desenvolvimento sustentável do local com seus habitantes, sendo necessário a intensificação das ações necessárias bem como a propagação da viabilidade e relevância da questão.

Destarte, para que o desenvolvimento sustentável seja disseminado e otimizado, o Ministério do Meio Ambiente precisa criar um planejamento que vise a propor a conscientização a respeito da temática, bem como ações de curto e médio prazo para restaurar o que foi danificado e encontrar caminhos de progresso mais sustentáveis, com o objetivo de beneficiar a sociedade com avanços e preservar o meio ao mesmo tempo. Isso, por meio da contratação de engenheiros, biólogos e químicos, além dos publicitários para ajudar nos meios de comunicação, informando a população e com dicas para que cada um possa fazer sua parte. Desse modo, a ordem será estabelecida e o progresso será uma realidade geral, pelo bem de todos.