Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 01/09/2020

A Revolução Industrial, que se iniciou na Inglaterra no século XVIII, contribuiu e alavancou diversas novidades tecnológicas, que posteriormente influenciaram no uso de energia e combustíveis poluentes, como o carvão e o petróleo,  e no aumento da produtividade nos campos agrícolas e industriais devido a intensa mecanização. No entanto, de acordo com a Conferência das Nações Unidas, Eco-92, vê-se necessário que o desenvolvimento econômico se alie a práticas sustentáveis. Para isso, é preciso atentar-se a dois importantes fatores, que na maioria dos países ainda não são realidade, sendo eles a preservação ambiental e a qualidade de vida da população.

Em primeira análise, é notório a relevância da utilização de recursos renováveis e de práticas que não causem impactos ambientais, pois sem os recursos naturais o futuro de uma sociedade se compromete. Essa situação é exemplificada no livro Não verás país nenhum, do escritor Ignácio de Loyola Brandão. Ele descreve uma sociedade fictícia vivendo de modo precário e desumano por causa da exploração desenfreada dos recursos, que levou a destruição do meio ambiente local. Isso mostra que para um crescimento financeiro de um país não é suficiente investir em produções alimentícias e industriais em larga escala apenas visando o lucro, é preciso utilizar recursos renováveis e reduzir os índices de consumismo e desperdício, pois eles acarretam na degradação ecossistêmica.

Outrossim, a preocupação com questões sociais são de extrema importância. Depois da Eco-92, criou-se 17 objetivos para se alcançar a sustentabilidade, entre eles encontram-se a redução da pobreza, da fome e das desigualdades no âmbito da saúde e da educação. Isso porque seria totalmente contraditório pensar em garantir um bom futuro para uma nação, se vários grupos de pessoas não tivessem acesso aos benefícios deste modo de desenvolvimento, como saneamento básico, alimentação, emprego, moradia, lazer. Ademais, os governantes ainda precisam investir muito nesses setores para que todos se privilegiem e não enxerguem as ações sustentáveis como uma visão utópica.

Portanto, para que a sociedade se desenvolva visando em um futuro de qualidade, o Ministério de Minas e Energia, juntamente com organizações não governamentais que lutam contra as desigualdades sociais, devem elaborar um projeto em que serão implantadas, com auxílio de verbas do Estado, usinas eólicas e hidráulicas. Elas se localizarão em regiões mais pobres do Brasil, originando emprego e priorizando energia renovável, o que fará com que o meio ambiente não seja degradado e elevará as condições de vida. Assim, estórias como as da obra de Ignácio Loyola Brandão poderão ser evitadas e o futuro será garantido e preservado.