Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 20/11/2020
Herman Melville, em 1840, escreveu um dos maiores clássicos da literatura universal, “Moby Dick”. O livro relata a obsessiva caçada ao cachalote, pelos mais perigosos mares, na liderança do capitão Ahab. Embora a história tenha um aspecto ficcional, a realidade do século XXI se assemelha à trama. A sociedade contemporânea, imersa em consumismo e incoerência, vive uma busca incansável pelo progresso tecnológico - à qualquer custo, bem como Ahab em relação à baleia branca. O desenvolvimento sustentável é uma realidade, no entanto, praticada em pequena proporção se comparada ao todo.
Em primeiro lugar, cabe analisar o acontecimento histórico que transformou o mundo. No século XVIII, na Inglaterra, iniciou-se a industrialização, que se expandiu até chegar ao Brasil no século XX. Desde então, com todas as estratégias de venda e afins, o consumismo tornou-se parte da sociedade. Além disso, no desespero por ter cada vez mais, a razão - que teve sua fixação durante o século XVII, com o Iluminismo - perde lugar para a incoerência das ações cotidianas, desprovidas de inteligência e lógica, que degradam o meio ambiente no presente, minando esperanças futuras. Assim sendo, nota-se que a presença de uma determinada característica e ausência de outra fundamental, em alguns anos colocou os cidadãos em uma jornada com potencial para consequências destrutivas.
No entanto, é possível pontuar o progresso sustentável por algumas pessoas, empresas e movimentos. De acordo com a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, pelas Nações Unidas, a temática tem por definição o suprimento de necessidades atuais sem prejudicar as futuras gerações. Sendo assim, a mudança de hábitos pode ser eficiente, fazendo-se necessário o máximo de pessoas conscientizadas. A ativista ambiental Fernanda Cortez, em 2018, lançou a série “mares limpos” em sua plataforma; até os dias que correm, Cortez aborda a questão ensinando hábitos que podem restaurar e preservar o meio ambiente. Desse modo, é possível constatar que a mudança é real, tanto pela razão e necessidade quanto pelo fato de que já ocorre em pequenas proporções.
Destarte, para que haja expansão do desenvolvimento sustentável e conscientização da sociedade, o Ministério do Meio Ambiente deve criar um projeto que vise a promoção de encontros mensais em todas as cidades para tratar do problema e da solução. Deve haver a divulgação dos eventos em todos os meios de comunicação, bem como a contratação de profissionais como engenheiros e cientistas - por meio dos quais as palestras serão realizadas, com linguagem acessiva a todos. Dessa maneira, a sociedade desfrutará do desenvolvimento e do suprimento das necessidades do hoje com consciência, estando a sustentabilidade em expansão, preservando o meio para as próximas gerações.