Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 13/06/2021
Segundo o filósofo existencialista do século XX Jean-Paul Sartre, “o homem está condenado a ser livre”. Assim, depreende-se que a liberdade torna o ser humano responsável por suas ações e evidencia a fundamentalidade do entendimento dessa afirmação na discussão acerca do desenvolvimento sustentável, visto que mesmo sendo alvo de amplas discussões e debates a nível mundial, ainda existem muitas condutas que refletam a utopia da possibilidade de conciliação entre o desenvolvimento econômico e a preservação da natureza.
Destarte, cabe destacar que estão presentes entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, incluídos na Agenda 2030 e elaborada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a produção e consumo sustentáveis, a produção de energia de forma sustentável e limpa, assim como o incentivo na formação de cidades e comunidades sustentáveis. Logo, fica clara que a importância da compreensão acerca da preservação ambiental não é por acaso, pois essa colabora com a diminuição de fenômenos preocupantes, como a intensificação do efeito estufa - responsável pelo aumento progressivo na temperatura média do planeta - e também de inundações, escassez de recursos, chuvas ácidas e até mesmo a destruição da camada de ozônio, que protege a Terra dos raios ultravioleta.
Além disso, é posível notar que a pouca adesão pelo que é sustentável acontece não apenas a nível governamental, pois reflete diretamente os comportamentos de uma sociedade inconsciente no que se refere a preservação da natureza. De fato, não é difícil perceber no dia a dia uma grande quantidade de comportamentos nocivos e que culminam na degradação e no desperdício dos recursos naturais, além de serem péssimos exemplos a gerações futuras, como o uso desenfreado de plásticos, o descarte inadequado de lixo em ambientes urbanos, o uso de água para lavar ruas e calçadas, e outros vários exemplos que, de tanto serem praticados, tornaram-se corriqueiros e naturais.
Portanto, deve-se ter em mente que é a reação do homem frente as crises que são capazes de mudar o mundo, em conformidade com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Assim sendo, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente, por meio dos recursos advindos de impostos pagos pela população, intensifique a fiscalização, em ambientes naturais e urbanos, de comportamentos que geram prejuízos ao meio ambiente, como os citados anteriormente. Além disso, é imprescindível que a população seja informada acerca dos comportamentos danosos citados, por meio de campanhas publicitárias a serem transmitidas em horário nobre por televisão e rádio. Assim, essas ações possuem o intutito fiscalizar e promover o desenvolvimento sustentável, permitindo que o ser humano e a natureza possam coexistir em harmonia e equilíbrio.