Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 21/06/2021

Em um de seus poemas, Carlos Drummond de Andrade cita: “Tinha uma pedra no meio do caminho”, metaforizando os desafios que impedem o pleno desenvolvimento do bem-estar social. Correlativamente, no Brasil hodierno, o utópico desenvolvimento sustentável configura-se como um obstáculo na conquista legítima no bem-comum, uma vez que não está somente em tecnologias que envolvam energias renováveis e combustíveis poluentes, mas sim em toneladas de lixo que são despejadas na natureza, por exemplo. A partir disso, é válido inferir que a lenta mudança de mentalidade da sociedade, bem como a omissão governamental estão entre as principais premissas agravantes desse quadro.

É inevitável, em primeiro aspecto, observar as atitudes do coletivo na busca pelo real desenvolvimento sustentável, visto que muitos despejam esgotos nos rios e contam com alto índice de desperdício de alimentos em suas residências. Questões desse tipo conduzem um maior agravamento nas estatísticas de poluição e desmatamento em terriório nacional. Sob essa ótica, cabe resgatar o “Princípio da Corresponsabilidade Inevitável”, do psquiatra Augusto Cury, o que diz que toda ação individual gera um impacto coletivo, ou seja, um papel que é descartado nas ruas pode prejudicar a sociedade como um todo. À luz dessa ideia, precisa-se mitigar essa mazela em função desse incômodo.

Outrossim, as autoridades públicas não têm dado a devida importância para o assunto, visto que há escassas tentativas, por parte desse órgão, de propugnar a preservação ambiental e ações contra empresas que despejam seus resíduos em locais indevidos. Nesse sentido, de acordo com Rousseau, filósofo renascentista, o Contrato Social estabelecido entre coletividade e instituições públicas exige uma participação de ambos na busca do pleno desenvolvimento do bem estar ecológico do país. Assim sendo, faz-se necessário a ação governamental junto com a comunidade.

Torna-se improtelável, portanto, desconstruir problemas e propor medidas solutivas. Em vista disso cabe às ONGs relacionadas ao desenvolvimento sustentável, por meio das redes sociais - detentoras de grande abrangência nacional  - criarem ficções engajadas, as quais divulguem sempre a importância desse assunto. É fundamental, analogamente, que o Congresso Nacional - instituição de poder máximo estatal -, por meio do Ministério do Meio Ambiente, fiscalizem com maior rigidez e revigorem as leis que combatem crimes ambientais de citadinos ou empresas com falsas propagandas de produtos ecologicamente corretos. O desenvolvimento sustentável são simples gestos que poupem a flora e fauna natural da região, com o fito de manter um equilíbrio global. Somente assim conseguir-se-à retirar a “pedra do caminho” citada por Drummond.