Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 27/06/2021
O cientista inglês Isaac Newton defende que são construídos muitos muros e poucas pontes, afirmação que pode ser aplicada ao desenvolvimento sustentável caso seja levado em conta o fato de que, até a contemporaneidade, não foi possível alcançar a conciliação entre preservação ambiental e bem estar humano. Deste modo, é notório que políticas ambientais não são suficientemente levadas em consideração ao se tratar da resolução de problemas socioeconômicos, o que agrava a má situação ecossistêmica no Brasil.
Em primeiro lugar, o artigo 2° da Lei nº 7.804 / 89 da Constituição Brasileira visa à dignidade da vida humana a partir da qualidade ambiental, sendo este um passo à frente ao se tratar da possibilidade de um avanço ecológico no país. Em contrapartida, a legislação da República do Brasil nem sempre é considerada pelas autoridades que a governam quando a solução para um problema passa a ter alto custo.
Ademais, é possível inferir que ações que envolvem tanto o âmbito socioeconômico quanto o ambiental (simultaneamente) são mínimas em relação às que envolvem apenas o primeiro aspecto supradito. Esta situação surge da falta de interesse tanto governamental quanto populacional em políticas e atos coletivos que tenham o meio ambiente como prioridade.
Em suma, o desenvolvimento sustentável pode ser considerado como uma utopia devido à falta de consideração com as práticas ambientais positivas. Deste modo, é imprescindível que o Governo Federal e o Ministério de Meio Ambiente implementem nas escolas de ensino primário e fundamental a educação ambiental como matéria extra e obrigatória na grade curricular dos estudantes. Logo, será importante para que as gerações futuras passem a se preocupar com o meio ambiente e a cooperar com melhorias ecológicas a fim de alcançar o desenvolvimento sustentável.