Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 25/06/2021

A série britânica Peaky Blinders traz como contexto as cidades inglesas durante a Segunda Revolução Industrial, no século XX, evidenciando a degradação ambiental em prol do desenvolvimento econômico, tal questão se faz notória quando analisada a cidade na qual a família Shelby vive. Sob essa ótica, faz-se necessário examinar o motivo pelo qual o desenvolvimento ecológico deve ser escolhido e as Smart Cities, provas de que desenvolvimento sustentável atrelado à econômico não é uma utopia.

Em primeira instância, de acordo com Lavoisier, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Dessa maneira, a degradação ambiental se transformou em sinônimo de crescimento econômico. Sendo assim, transformações no meio ambiente têm sido observadas, sobretudo, desde a Primeira Revolução Industrial, intensificando-se no decorrer dos anos, diminuindo o bem-estar de populações suburbanas, devido, principalmente à poluição atmosférica. Além disso, a exploração ambiental de forma intensa causa danos não somente aos moradores atuais, mas também às populações futuras, que terão que lidar com pouco ou nenhum recurso. Assim sendo, faz-se notória a necessidade do desenvolvimento sustável, para que a qualidade de vida populacional seja garantida.

Outrossim, há o pensamento de que um menor impacto ambiental é decorrente de pouco desenvolvimento econômico, todavia, as Smart Cities provam o contrário. As Smart Cities, ou cidades inteligentes, são cidades planejadas visando o desenvolvimento sustentável, acessibilidade e bem-estar populacional. Portanto, as cidades inteligentes têm como meta o menor impacto ambiental possível durante sua construção e funcionamento, não deixando de lado as tecnologias atuais, mas buscando a implantação de tecnologias de baixo impacto ambiental. Posto isso, a implantação de Smart Cities nos países provocaria não somente um aumento no bem-estar populacional, mas também um alto índice de desenvolvimento econômico e redução da emissão de poluentes no meio ambiente.

Logo, urge ao Ministério do Meio Ambiente, em conjunto ao Ministério da Economia, a elaboração de projetos, por meio da destinação de verbas governamentais, que busquem implantar cidades inteligentes no território brasileiro, para que, assim, o Brasil consiga se desenvolver de forma ecológica, aumentando o bem-estar da população e garantindo recursos para as gerações futuras. Além disso, cabe ainda ao Ministério do Meio Ambiente, a implantação de medidas restritivas às indústrias, meio da elaboração de leis junto ao poder legislativo, que visem controlar as emissões de poluentes, pois, desse modo, a poluição atmosférica dos centros urbanos sofrerá reduções. Aplicando esse conjunto de medidas, o número de famílias que vivem em ambientes fortemente afetados pela degradação ambiental, como a família Shelby, diminuiria, garantindo sucesso econômico ao país.