Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 21/06/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o desenvolvimento sustentável, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a utopia imaginária que foi criada nessa convicção. Nesse sentido, há uma criação de um mundo imaginario o qual muitas pessoas pensam que esse desenvolvimento sustentável é a salvação do país por falta de informação e educação por parte governamental. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente nesse sentido de sustentabilidade.

Ademais, é fundamental apontar o descaso por parte da população como impulsionador dessa ‘‘Utopia’’ no Brasil. Segundo Carlos Alfredo Joy, coordenador do programa Biota/Fapesp, ‘‘Os que gostam de romancear a história do ambientalismo dizem que a formulação do conceito de desenvolvimento sustentado, que aparece pela primeira vez no relatório da Comissão Brundtland em 1987’’. Diante de tal exposto dando a ideia de ser um ideia muito nova, pouco argumentada e discutida. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o ministério da educação por intermédio da apresentação de informações mais concretas, por meio da criação de campanha sobre o desenvolvimento sustentável, apresentando tais informações em escolas, públicando nas redes sociais e apresentando dados, a fim de desfazer essa utopia criada na mente das pessoas. Assim, se consolidará uma sociedade mais realista e educada, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke