Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 21/06/2021
A primeira revolução industrial foi um grande marco para a humanidade e desencadeou uma série de ramificações que estão diretamente relacionadas aos efeitos desse processo, como pode-se ver no avanço tecnocientífico, que possibilitou uma visão clara sobre o avanço industrial e suas terríveis consequências em relação à sustentabilidade. O desafio da indústria segue sendo estabelecer um equilíbrio entre o lucro e o sustentável, contudo, a constante dúvida entre o real e o utópico deixa o governo à mercê de medidas interventivas que podem ser consideradas ineficazes futuramente.
Primeiramente, faz-se necessário descrever o significado de “desenvolvimento sustentável” estabelecido pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente, formada pelas Nações Unidas, que o descrevem como um desenvolvimento capaz de suprir a geração atual, sem comprometer as futuras gerações, em outras palavras, o uso consciente dos recursos naturais. Consoante ao mencionado, vale ressaltar empresas que se comprometeram com o meio ambiente e usufruem de forma racional a matéria prima, como a Natura, Renner e L’Oréal, comprovando que a sustentabilidade é possível, negando a face ilusória que diversas empresas, como a petrobrás, defendem e usam como argumento para seus atos infratores. Todavia, as ações tomadas pelo governo se mostram ineficientes perante ao inegável crescimento da temperatura do planeta, advinda de indústrias e maquinários, e do esgotamento de matérias primas, causando um prejuízo para os futuros habitantes da Terra.
Ademais, é importante citar o pensamento do filósofo pré-Socrático Demócrito, que diz que “o animal é tão ou mais sábio que o homem: conhece a medida da sua necessidade, enquanto o homem a ignora”, exemplificando, o ser humano, apesar das facilidades da era atual para se obter informações, negligencia suas atitudes e esquecem os agravantes que podem provocar. Segundo o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), houve um aumento de 34,5% no desmatamento, tornando incontestável que a população não possui o pensamento analítico correto, pois cada comportamento exercido para destruir a fauna e a flora, os minérios e patrimônios, levam o mundo ao seu fim, sendo que é possível reverter essa situação, agindo de maneira colaborativa com o meio ambiente.
Portanto, cabe ao Governo Federal uma intervenção, usando o Ministério do Meio Ambiente para criar leis em prol do desenvolvimento sustentável nas empresas, elaborando um sistema de inspeção através do IBAMA e multando aqueles que agridem severamente o ecossistema, para que haja uma redução de poluentes na atmosfera. Também devem realizar campanhas municipais, visando a participação dos cidadãos, influenciando através das mídias a reciclagem e o uso de transportes coletivos, com o intuito de mostrar para a população que é possível viver em harmonia com a natureza.