Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 25/06/2021

O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a ineficiência da ideia de desenvolvimento sustentável em saber se é a realidade ou utopia afeta grande parte do meio ambiente e da população. Assim, seja pela falta de administração do governo, seja pelo consumo exacerbado, o problema exige uma reflexão urgente.

Convém salientar, de início, que a ineficiência da administração do governo para com o desenvolvimento sustentável no país corrobora para o acirramento do entrave. Desse modo, é possível perceber que diversas foram as medidas assinadas na tentativa de ajudar o ambiente, mas que não objetiveram sucesso, como a Conferência de Kyoto, Rio + 10 e Agenda 21 que tinha o objetivo de diminuir a quantidade de matéria prima extraída, além dos gases poluentes jogados na atmosfera, sobretudo o CO2 e metano que acentua o efeito estufa. Por isso, apesar de várias medidas colocadas na teoria, nenhuma se fez 100% eficiente na prática, e dessa maneira, a ideia de desenvolvimento sustentável para não faltar recursos para as próximas gerações, se faz comprometida.

Ademais, com o surgimento da Primeira Revolução Industrial, na Inglaterra, no século XVIII e posteriormente com o advento da tecnologia, é possível notar o aumento das trocas comerciais e do consumismo. Tal fato ocorre, principalmente, devido ao incentivo de empresas para que os indivíduos consumam determinado produto, por meio do marketing. Entretanto, tal ação se torna problema, a partir do momento em que o meio ambiente não é colocado em primeiro lugar, pois a maioria dos países desenvolvem mais do que precisa e usufruem de matérias que são limitadas, mesmo sabendo que as gerações futuras irão precisar. Logo, é inaceitável que essa situação se perpetue.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação de iniciativa do governo brasileiro, que deve, por meio de campanhas e projetos eficientes, promover uma junção de várias nações em prol de diminuir a extração de recursos, bem como a quantidade de gases poluentes, criando acordos e penalizando com altas multas aqueles que não cumprirem, a fim de proporcionar um país em que esses problemas passarão a ser mazelas passadas na história do Brasil.