Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 21/06/2021
Policarpo Quaresma, protagonista da obra-prima de Lima Barreto, era um nacionalista extremado que sonhava com mudanças utópicas para o Brasil e morreu frustrado ao ver que elas não aconteceram. Se vivesse hoje, por certo se decepcionaria ao notar que a sociedade pouco avançou no sentido de uma reflexão ética e moral, haja vistas que entraves, como os desafios para um desenvolvimento sustentável, se fazem presente no corpo brasileiro. Nesse sentido, cabe analisar como a negligência governamental e a falta de direcionamento de verbas dificultam trazer desenvolvimentos sustentáveis para a realidade.
Observa-se, em primeira instância, que a negligência governamental afeta diretamente no futuro da população. Sob essa ótica, tal entrave se diverge de utopia de Brasil narrada por Barreto, na medida em que o Brasil se encontra em desvantagem em relação à América Latina em vários setores, situando-se a maior diferença nos Recursos Financeiros, conforme o relatório divulgado pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Ademais, tal desvantagem demonstra a pouca importância dada ao tema meio ambiente pelo Governo, tendo em vista a necessidade de projetos sustentáveis para que não ocorra o esgotamento de recursos para o futuro, como a água, que corre risco de acabar em vários países.
Outrossim, vale ressaltar que as verbas direcionadas para promover um desenvolvimento sustentável não são suficientes. Nesse contexto, ganha voz a percepção do sociólogo Émile Durkheim, ao afirmar, na obra, “Estudo do método sociológico”, que os instrumentos sociais obrigam os indivíduos a se adaptarem às regras da sociedade. Esse pensamento, em sua essência, revela a insuficiência do Governo diante a população, pois não pensam nas gerações futuras ao deixarem de lado, projetos, mesmo que pequenos, sustentáveis, como aqueles que começam incentivando as pessoas a reutilizarem utensílios em casa que iriam para o lixo, promovendo a sustentabilidade.
Portanto, tendo em vista os fatos supracitados, é notória a necessidade de que o Governo, juntamente ao Ministério do Meio Ambiente, por meio de projetos governamentais, faça projetos visando leis mais rígidas quanto a exploração da natureza, para que, no futuro, sua preservação seja refletida em melhorias, como uma garantia de água. Também se mostra necessário que o Governo, juntamente ao Ministério da Economia, por meio de projetos governamentais, direcione uma quantidade de verba suficiente para o Ministério do Meio Ambiente, para que, dessa forma, além de um desenvolvimento econômico, o Brasil também tenha um desenvolvimento nos cuidados com o meio ambiente, de modo a orgulhar Policarpo Quaresma.