Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 28/06/2021

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o progresso da sociedade de maneira sustentável torna o país ainda mais distante do imaginado pela personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de fiscalização governamental, seja pela falta de conscientização das pessoas, o problema permanece silenciosamente exigindo reflexão urgente.

A priori, esse problema se manifesta na ausência de coordenação política para com diversas ações nocivas ao meio ambiente, exemplificadas pelo desmatamento, queimadas e poluição. Desse modo, segundo o código penal prescrito no artigo 54 da Lei 9.605, toda poluição que gera danos a saúde, é considerada como crime, contudo apesar desta sentença, inúmeras queimadas são realizadas no Brasil, e a maioria delas não possuem consequências para quem pratica este delito. Nesse sentido, faz-se necessário mudar a estrutura vigente, uma vez que ela impede a ampla preservação ambiental.

Além disso, uma instrução ambiental é a base para uma sociedade consciente. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, as ações antrópicas são moldadas pela sociedade. Destarte, a falta de criticidade social em relação ao desenvolvimento sustentável é um fator que contribui para que as empresas não adotem politicas ambientais. Assim, como afirma o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, logo a emissão de gases poluentes dados por carros, e a inatividade civil perante a adversidade do desmatamento são problemas que sem uma pauta educacional efetiva irão resultar Iminentemente na degradação ambiental.

Portanto, mediante os fatos supracitados são notórios os impasses que contribui para a persistência do não desenvolvimento sustentável. Sob esse viés, é mister que peças midiáticas como novelas e propagandas televisas e sociais, como importantes fontes influência, demonstrem a importância do equilíbrio entre consumo e sustentabilidade, sendo então vinculadas em rede nacional com subsídio estatal, a fim de conscientizar a comunidade. Outrossim, também é recomendável que haja um direcionamento de verbas estatais, por parte do governo, no monitoramento de áreas florestais, a fim de evitar o aumento da poluição e punir adequadamente os detratores da sustentabilidade. Somente então, notar-se-á um maior desenvolvimento progressivo de todos os setores da sociedade, sejam eles social, político, ambiental ou econômico.