Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 27/06/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o “Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?” apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da arruinação de áreas naturais, quanto da desvalorização do meio ambiente. Diante disso, torna-se fundamental a discurssão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é frulcal pontuar que a dúvida entre “utopia ou realidade” deriva da baixa atuação dos setores gorvenamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hebbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre na nossa sociedade. Devido à falta de atuação das autoridades, a arruinação de áreas naturais com finalidade do desenvolvimento, como por exemplo: queimadas, desmatamentos e assoreamento de rios, resulta em vários problemas ambientais. Assim sendo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a desvalorização do meio ambiente como promotor do problema, pois, se não há incentivo da preservação da natureza mesmo nas mínimas ações, como por exemplo: jogar um papel de bala no chão, o desenvolvimento sustentável vira apenas uma teoria, porque, os individuos irão crescer sem saber valorizar tanto suas ações para com o mundo e o que elas podem causar, tanto a negligenciação da natureza. O papel de bala é o início de um ciclo desastrozo, podendo se comparar à teoria de Edward Lorenz, o efeito borboleta, onde a mínima ação pode desencadear o caos.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade. Dessarte, com o intuito de mitigar o desenvolvimento sustentável superficial, que destrói vida, necessita-se, urgentemente que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, será revertido no desenvolvimento sustentável real, através de medidas de preservação do meio ambiente aplicadas primeiramente em grandes empresas, que são as maiores responsáveis da destruição. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da utopia no desenvolvimento sustentável, e a coletividade alcançará a Utopia de More.