Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 28/06/2021

Segundo o filósofo Friedrich Nietzsche, o homem possui, no conhecimento, um belo meio para o declínio. Nesse sentido, os desafios na busca pelo desenvolvimento sustentável são um assunto recorrente no Brasil. Entretanto, o objetivo empresarial de visar apenas lucros e o consumismo desenfreado são fatores negativos que podem levar o país ao retrocesso ambiental. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, é indubitável que com a Revolução Industrial, a busca pela arrecadação de capital, e a procura pelo desenvolvimento tecnológico, houveram inúmeros impactos negativos significantes ao meio ambiente. Dado o exposto, é correto afirmar que alguns dos impactos ambientais, como catástrofes naturais e o aquecimento global, são reflexos diretos das atividades insustentáveis que a sociedade exerce. Esse empecilho ocorre, sobretudo, desde a eliminação inadequada do lixo doméstico até o descarte incorreto dos resíduos industriais, o que acaba não somente atingindo a vida dos seres humanos, mas de todos os outros seres vivos do planeta.

Outrossim, é fundamental apontar o consumo desenfreado e desnecessário como principal desestímulo ao desenvolvimento sustentável no Brasil. De acordo com uma pesquisa dirigida pelo IFSP, o descarte de celulares velhos no Brasil ultrapassa o volume de 1,4 milhão de toneladas por ano. Nessa perspectiva, pode-se observar o consumo exagerado desses produtos eletrônicos, os quais são substituídos frequentemente por outros equipamentos com designs e funcionalidades cada vez mais atraentes. Dessa forma, os lançamentos acabam por estimular o desejo do consumidor por um novo aparelho, o que gera um aumento exponencial do lixo eletrônico e, consequentemente, impactos extremamente nocivos para o meio ambiente. Deste modo, para reverter essa situação, são necessárias medidas governamentais que visem combater tal problemática.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve, com apoio do Judiciário, fortalecer as leis que punem as indústrias que descartam resíduos incorretamente, aplicando multas severas e punições necessárias, com objetivo de diminuir os danos causados pelo descarte incorreto. Além disso, o Ministério da Educação deverá divulgar propagandas, na televisão e internet, com especialistas em economia que orientem a população sobre as formas de consumir sustentavelmente, para conscientizar os cidadãos sobre essa problemática, de forma que esses tenham um maior cuidado quanto ao consumo desnecessário e o descarte incorreto de resíduos. Dessa maneira, o desenvolvimento sustentável no Brasil deixará de ser uma utopia, e se tornará uma realidade.