Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 24/06/2021
Ao analisar o histórico socioambiental da humanidade, verifica-se que o desenvolvimento sustentável, apesar de recentemente elaborado, esteve presente em diversas ações pró-ambientais ao longo da história como, por exemplo, quando no ano de 1669 foi criado, na França, o Código Florestal, que regulava o uso da madeira para fabricação de navios para as navegações, devido a insuficiência de matéria prima para suprir as necessidades dos comerciantes. Hodiernamente, com a difusão da sustentabilidade como solução para a escassez de recursos e redução da poluição, diversos questionamentos são levantados sobre o assunto, como o comprometimento da sociedade e dos governos com tal questão, a possibilidade de recuperação total das áreas danificadas e, consequentemente, a probabilidade do desenvolvimento sustentável como solução ou apenas uma fantasia irrealizável.
Estudos realizados pelo MapasBiomas revelam que o Brasil perdeu, nos últimos 30 anos, cerca de 71 milhões de hectares de vegetação nativa graças ao desmatamento e as queimadas e que, se realizado com vigor, um plano de reflorestamento possibilitaria a recuperação estratégica em mais de 12 hectares em 11 anos. Contudo, ações e planos que promovessem essa recuperação não foram efetuados pelos governos federais e estaduais e nem pleitadas pela sociedade que, contraditoriamente, tem aumentado o seu consumismo nos últimos anos, sobretudo no período da pandemia do novo coronavírus, onde as compras online e de alimentos de consumo imediato cresceram em 79% e não devem diminuir no pós pandemia, segundo a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo.
Há ainda, a possibilidade do desenvolvimento sustentável ser apenas um ideal utópico, devido a complexidade de ideias e ações geradas pelas divergências histórico-culturais da sociedade e o antagonismo existente entre economia e meio ambiente. Exemplo disso foi o desastre ambiental da barragem de lama tóxica em Mariana, estado de Minas Gerais, onde cerca de 11 espécies de peixes foram extintas graças a irresponsabilidade das empresas envolvidas, que tinham suas edificações fora das regulamentações e acima da sua capacidade.
Feito isso, para que o desenvolvimento sustentável seja uma realidade faz-se necesária ações. Para os governos, é preciso a realização de planos e pautas realizados pelos ministérios da Economia e do Meio Ambiente para que o reflorestamento e sejam efetvados com sucesso, motivar a população a adquirir hábitos sustentaveis, através de palestras, além de implantar leis que desmoralize o antagonismo existente entre a natureza e as indústricas. Para o povo, faz-se preciso a diminuição do consumismo desenfredo, objetivando a preservação ambiental e melhoria na qualidade de vida.