Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 27/06/2021
Segundo o documentário de Anne Leonard “The History of Things”, a contradição entre equilíbrio ambiental e progresso humano sempre foi um desafio para a sociedade global, e a mentalidade social voltou-se para os parâmetros capitalistas. O efeito do imprudente desenvolvimento que perdura desde o último século é visível, e o peso do irrefreável consumo de matérias-primas já vem há algum tempo se mostrando um temível problema. Portanto, é necessário avaliar os impactos globais e locais e classificar a sustentabilidade como um modelo mítico da era da capital.
Primeiramente, é importante enfatizar que a obtenção de lucros é uma prioridade nacional, principalmente do estado central. Nessa perspectiva, conforme o pensamento marxista, a economia é um pilar necessário da sociedade, porém alguns assuntos são colocados em segundo patamar em detrimento de outros. Partindo desse pressuposto, o meio ambiente é afetado diariamente pelas ambições humanas, por exemplo, as empresas multinacionais estão mais preocupadas com o desenvolvimento inescrupuloso dos recursos naturais do que com as políticas de proteção. Portanto, tratados internacionais como o Acordo de Paris refletem uma dinâmica utópica diante do consumismo e das realidades predatórias do país.
Além disso, o ambiente regional, sem dúvida, afeta o comportamento anormal da natureza. Ao mesmo tempo, para o sociólogo Max Weber, a ordem social é um fator estabelecido pelo comportamento humano. Dito isto, o desperdício e o aumento do consumo expuseram a desarmonia entre as pessoas sociais e seu ambiente de vida. Por conseguinte, os gases de efeito estufa emitidos pelos automóveis, o descarte inadequado de resíduos alimentares, o lixo acumulado nas ruas e a poluição geral fazem parte do comportamento baseado nas despesas e são regidos por uma cultura de lucro. Portanto, diante do desprezo das práticas protecionistas por parte de sujeitos contemporâneos, os desastres ambientais — como o do Morro do Bumba, no Rio de Janeiro — ocorrem com frequência.
Portanto, pode-se inferir que o desenvolvimento sustentável é uma abordagem utópica diante do poder moderno, sendo imprescindível amenizar esse problema, visto que o paradigma atual não pode ser extinto. Dessa forma, é necessário estabelecer uma instituição global para fiscalizar e punir os países que violam as leis ambientais. Além disso, a junção do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Educação é fundamental para a conscientização do protecionismo por meio do investimento em centros de tecnologia, com o objetivo de gerar conhecimento e conscientizar a sociedade, que possam reduzir os desequilíbrios ecológicos e exercer o capitalismo. Poderá então a seguinte palavra ser usada: sustentabilidade.