Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 27/06/2021
As mídias, tanto televisivas quanto sociais, têm mostrado com frequência que o Brasil encontra-se cada vez mais distante do desenvolvimento sustentável. Portanto, esse cenário nefasto ocorre não só pela negligência governamental, mas também vai de encontro ao plano de ação das Nações Unidas. Logo, faz-se necessário uma reflexão urgente acerca do problema. Salienta-se, a princípio, que a falta de ação estatal para com a proteção ambiental constitui uma verdadeira barreira para o entrave. Diante dessa perspectiva, sabe-se que a política, para o filósofo Aristóteles no livro “Ética e Nicômaco", trata-se de uma ferramenta do estado usada para garantir felicidade à população. Desse modo, é explícito que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, já que, conforme o levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, no período de um ano o índice de queimadas da amazônia subiu 49%, o que seria cerca de 2500 focos de fogo na floresta, mas até agora institutos nacionais como o Ministério do Meio Ambiente não se pronunciaram. Por conseguinte, é fato que as falácias da administração pública impedem a efetivação dos direitos constitucionais. Em outro plano, ressalta-se que as metas do progresso sustentável, propostas pela ONU, são de suma importância. De acordo com a organização, as 17 medidas desse plano têm como intenção promover o equilíbrio dos três pilares do desenvolvimento sustentável — pilar social, econômico e ambiental. No entanto, o Brasil, país que adotou esse plano, ignora a sustentabilidade e o progresso, uma vez que esses fundamentos (como a igualdade de gênero, o trabalho digno e a proteção ambiental) não são prioridades governamentais, visto que diversos sociólogos brasileiros, como Leandro Karnal, apontam que o país ainda é um dos mais violentos e desonestos do mundo, dessa forma, é inaceitável que o Estado permita que problemas como esse continuem a perdurar. Em síntese, torna-se evidente que medidas são necessárias para reverter esse cenário. Logo, o Governo Federal deve priorizar as ações de desenvolvimento sustentável, por meio da fiscalização e proteção de biomas nativos, e também de incentivos financeiros destinados à segurança pública, a fim de cumprir os objetivos da ONU. Por fim, com a adoção dessas medidas viver-se-á em um Brasil em que o desenvolvimento sustentável mude seu caráter utópico para um mais real.