Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 25/06/2021

O filme infantil “Lorax” retrata o desprezo das indústrias e governo com a conservação da natureza, com extração exagerada de recursos naturais para fabricação de produtos, a cidade fictícia se tornou um amonte de plástico: árvores, flores, arbustos, etc. Contudo, os países do mundo não se afastam de uma realidade tangente a do filme, a exploração de recursos naturais para sustento das indústrias é contínua. Nessa perspectiva, seja pela falta de fiscalização, seja pela resistência dos países em adotar medidas que contribuem para o meio ambiente, a problemática se perpetua no mundo inteiro.

Primeiramente, é de suma importância salientar que os governos não dão devida importância à fiscalização das ações de empresas que agridem a natureza. No Brasil, em 2020, em notas o Ministério do Meio Ambiente informou a suspenção de todas as operações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia e todas as operações de combate às queimas no Pantanal, por conta de bloqueio milionário na pasta do Meio Ambiente. Desta forma, é possível ver o afastamento do país nas relações com o desenvolvimento sustentável, já que há abertura para desmatamentos de áreas protegidas, como a Amazônia e o Pantanal, para suprir matéria-prima da indústria brasileira.

Ademais, a resistência de países em adotarem e seguirem as medidas propostas para preservação do meio ambiente também contribui para o desenvolvimento sustentável ser uma utopia. O ex-presidente norte-americano, Donald Trump, pode ser citado como exemplo de tal feito quando desfez os acordos que se propusera a cumprir pelos Estados Unidos na conferência do clima ocorrida em 2016. O ex-presidente declarou que adotar medidas de desenvolvimento sustentável traria retrocesso econômico aos Estados Unidos. Com isso, é possível notar que a sustentabilidade e preservação não são mais questões importantes para o país.

Portanto, é fundamental que os governos dos países sejam incentivados através de discussões mundiais e comitês a tomarem medidas fixas e pertinentes que cheguem ao desenvolvimento sustentável, além de garantir com fiscalizações que as medidas estão sendo respeitadas e gerando resultados positivos, visando o crescimento e a preservação ambiental.