Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 23/06/2021
A revolução industrial, fenômeno que começou na Inglaterra no século 18, trouxe a necessidade de um mercado consumidor cada vez maior, devido o aumento da produção. Desde então, o consumo e a produção mundial vem crescendo constantemente, e pode se dizer que a sociedade está se desenvolvendo. No entanto, o descaso com a sustentabilidade, sustentado pela crescente priorização de interesses financeiros e pela má influência midiática, vem ameaçando nosso progresso.
Para Bauman, os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. É visível isto ao falar de desenvolvimento sustentável, já que a maior parte das empresas não quer consumidores, mas sim consumistas. Preservar os recursos para proteger futuras gerações é impensável na sociedade imediatista que vivemos, e urge inverter essa mentalidade e priorizar novamente a vida e o planeta.
Em paralelo a isso, temos uma mídia majoritariamente patrocinada pelas mesmas empresas supracitadas. Estratégias de propaganda e persuasão são muito conhecidas destas, e têm muito mais vazão na mídia do que ações que promovem sustentabilidade.
Sendo assim, é imprescindível intervir no problema. Um processo de desenvolvimento sustentável é possível, mas é de fato menos vantajoso, burocrática e monetariamente falando. É dever do governo facilitar a autonomia das empresas, no que tange os meios legais para fazê-lo, dando assim mais liberdade para que elas mudem seus métodos. Cabe, então, ao mercado consumidor pesquisar e conhecer os produtos que consome, exigindo produtos que presem pela sustentabilidade, e assim pressionando as empresas a inovarem seus métodos.