Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 25/06/2021

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, os entraves relacionados ao desenvolvimento sustentável no Brasil tornam o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de políticas públicas, seja pela negligência social, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Primeiramente, nesse contexto, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do real, visto que a falta de progresso sustentável leva o país de encontro a essa conceção idealizada por Quaresma. Isso porque, mediante à baixa atuação dos setores governamentais, o cidadão fica à mercê da própria sorte. Segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), qualquer país só evoluirá quando houver políticas públicas eficazes para combater os problemas socias. Portanto, o legado de negligência e ignorância frente ao retrocesso sustentável no Brasil persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.

Outrossim, questões socias estão intimamente ligadas à falta de desenvolvimento sustentável no Brasil. Nesse âmbito, a cegueira moral, fenômeno exposto por José Saramago em sua obra “Ensaio sobre a cegueira”, caracteriza a alienação da sociedade frente às demais realidades socias, a qual é fomentada pela negligência instaurada na sociedade, tornando cada vez mais impossível a existência de um Brasil sustentável. Logo, é fundamental a intervenção do corpo social na comunidade em que vive e, sobretudo, na construção de um Brasil desenvolvido.

Por conseguinte, necessita-se de ações para promover o desenvolvimento sustentável. Sendo assim, cabe ao Ministério do Meio Ambiente promover o enrijecimento das leis e elaborar campanhas para promover a conscientização social, por meio de anúncios televisivos, jornalísticos e nas redes sociais, exibidos em horários de maior visibilidade, para que assim seja promovido o desenvolvimento sustentável. Dessa forma, poder-se-á atingir a concepção idealizada por Quaresma.