Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 27/06/2021

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, visando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o desenvolvimento sustentável torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo nível excessivo de desmatamento e seja pela poluição da água, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que o desmatamento está atrelado principalmente a ação antrópica, considerado um dos principais problemas para o meio ambiente. Ademais, o desmatamento disparou 67% em maio de 2021 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e grande parte da terra foi visada para pastos, plantações e corte de madeira. Nesse contexto, compromete também o equilíbrio do planeta em seus diversos elementos, incluindo os ecossistemas, afetando gravemente também a economia e a sociedade.

Ademais, é relevante salientar que a água é um recurso natural crucial para o ser humano. Todavia, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), um terço dos rios do mundo está poluído, isso porque 80% da água residual do planeta é jogada no meio ambiente sem tratamento. Sendo assim, é evidente o descaso com o recurso que concede a saúde do ser humano e como afeta diretamente o desenvolvimento sustentável, pois compromete a capacidade de atender as necessidades das gerações futuras.

Infere-se portanto que medidas sejam tomadas para resolver esse impasse. Para tanto, é de suma importância que o Ministério do Meio Ambiente crie um programa que realize mutirões de reflorestamento com a ajuda de voluntários, tendo o intuito promover a recuperação do meio ambiente. Além disso, é necessário que o Governo Federal disponibilize verbas para empresas de saneamento, com o objetivo de amparar áreas que não possuem tratamento de esgoto e alavancar a vigilância de propriedades que despejam água residual em rios.