Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 26/06/2021
A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, também conhecida como Eco-92, foi uma conferência para discutir o compromisso governamental com o desenvolvimento sustentável. Entretanto, a sustentabilidade apresenta uma relação à forma de se viver, de modo que não prejudique as gerações futuras. Todavia, a competitividade existente entre economia e ambiente são gerados a partir das visões antagônicas da sociedade no que se refere o desenvolvimento sustentável. Logo, entende-se que essa problemática se deve tanto da intensa exploração dos recursos naturais quanto do descumprimento e falta de medidas por parte Governo.
A priori, a exploração dos recursos naturais podem levar ao esgotamento e desequilíbrio dos ecossistemas que dependem do mesmo. A derruba de árvores é um dos maiores impactos que prejudicam a ampliação da sustentabilidade, este está ligado a crimes ambientais que segundo o Delegado da polícia Federal do Amazonas Alexandre Saraiva, após investigações feitas, ele afirmou que 90% das madeiras que saem da Amazônia são ilegais. Diante disso, é notório que a inconsciência faz com que grandes prejuízos sejam causados ao meio ambiente, como um desequilíbrio ambiental e ecológico, afetando a fauna, flora e as pessoas que dependem dela para seu sustento.
Em segundo plano, outro fator que torna esse avanço utópico é falta de aplicação de recursos e esforços do Governo. No Artigo 225 da Constituição da República Federativa do Brasil, diz ser garantido que todos os cidadãos possuem direito a um ambiente ecologicamente estável e que é incumbido ao poder público assegurar que esses direitos estejam sendo cumpridos. Mesmo assim, muito se é observado o descaso órgãos públicos com a biodiversidade, sem sensibilidade social, ecológica e menos ainda com as gerações futuras. Nos primeiros oito meses do ano de 2019, a Amazônia teve 43.573 km² devastados pelo fogo, o Estado parece estar andando na contramão do desenvolvimento sustável.
Portanto, faz-se evidente que medidas são necessárias para se asseverar o Art. 225 da Constituição à todos os componentes de uma sociedade. Para isso, é dever do Estado e do Ministério do Meio Ambiente garantir que não haja desmatamento indevido e extração ilegal de madeiras em todo território nacional, através de leis de proteção ambiental, assegurando que os infratores recebam suas devidas penalidades, para que deste modo possa se ofertar menos riscos aos ecossistemas e à biodiversidade. De mesmo modo, é de suma importância que os órgãos governamentais façam propagandas de conscientização ambiental em todas as plataformas digitais. Assim, assegurando que todas as providências estejam sendo tomadas para a preservação de um bom futuro.