Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 27/06/2021
O livro “O cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o desequilíbrio entre o desenvolvimento e a preservação do meio ambiente afeta a sociedade como um todo. Assim, seja pelo esgotamento de recursos naturais conforme o país se desenvolve, seja pela falta de políticas públicas que busquem preservar a natureza, o problema permanece afetando demasiadamente a população como um todo e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que, nesse contexto, o processo da escassez de recursos naturais corrobora de forma intensiva para o entrave. Isso porque para que o rápido desenvolvimento das últimas décadas acontecesse, foi necessário extrair recursos em grande quantidade da natureza, como a água, por exemplo, e isso fez com que fosse preciso adotar medidas para economizá-los. É possível perceber essas circunstâncias na situação pela qual o país se encontra hoje, na qual devido ao grande consumo de água, existe a possibilidade de que esse recurso esteja escasso para as gerações futuras. Desse modo, é substancial que medidas sejam tomadas para reverter esse cenário de falta de recursos naturais.
Ademais, também, é importante destacar que a falta de políticas públicas contribui para que o problema se intensifique. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personagem política americana, disse, em um de seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Em relação a tal afirmação, nota-se uma inconformidade quando o assunto é a preservação do meio ambiente e a atuação do Estado brasileiro, no sentido de que, ao contrário do que Lincoln explanou, a política atual não serve o povo com ações, planos e metas públicas que atuem no combate à depreciação da natureza, fazendo com que essa solução seja quase utópica. Dessarte, é necessária a mudança desse quadro.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa forma, é dever do Ministério do Meio Ambiente conscientizar a sociedade da importância do equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e o meio ambiente, por meio de seminários, campanhas, criação de leis e divulgação de anúncios na televisão e nas mídias sociais em geral. Tal ação deve ser feita com o intuito de promover a perpetuação do meio ambiente para as gerações futuras. Só assim o país tornar-se-á mais consciente e desenvolvido.