Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 24/06/2021
Da obra de Lima Barreto, Policarpo Quaresma é retratado como patriota inflamado, apaixonado pelas belezas naturais brasileiras. Apesar de seu triste fim, Policarpo acreditava em um país mais autossustentável que se desenvolvesse de maneira harmônica com o meio ambiente. Não distante da ficção, a realidade da trama pode ser relacionada com o presente desejo de desenvolver uma populaçao mais sustentável. No entanto, alguns problemas tornam esse ideal cada vez mais utópico, sendo necessário, portanto, debater sobre seus benefícios e suas implicações.
Em primeiro plano, a priorização do lucro e otimização das escalas produtivas fizeram com que os impactos ambientais fossem amplamente expandidos a partir da Primeira Revolução Industrial - iniciada no século XVIII - enquanto apenas na segunda metade do século XX ocorreu a Conferência de Estocolo - primeira grande reunião mundial com temática ambiental. Diante disso, é possível perceber o viés histórico do descompasso entre desenvolvimento e sustentabilidade, fator agravado pela ausências de ações educativas e de conscientização a respeito do tema.
O comportamento da sociedade também agrava a situação do meio ambiente. Assim, segundo o pensador Michael Foucault, é preciso mostrar às pessoas que elas são livres para mudar ideologias errôneas, como é o caso da educação ecológica, a qual envolve desde o consumo inteligente, sem desperdícios, ao descarte adequado dos resíduos. Então, uma mudança de atitudes se faz necessária na sociedade.
Mensagens de conscientização devem ser transmitidas pelos meios de comunicação, de modo a conduzir a população às práticas sustentáveis. Outrossim, o Ministério da Educação e Cultura deve incluir o tema “Ética sustentável” como obrigatório na disciplina de sociologia, para as escolas formarem cidadãos conscientes.