Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 27/06/2021

A preocupação com o meio ambiente não é uma questão nova, pelo contrário, essa temática é discutida a muito tempo. No Brasil, por exemplo, a Constituição de 1988 enfatizou a necessidade de proteção a natureza no Artigo 225 quando diz que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Em 1989, o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) foi criado para consolidar esse processo. No entanto, em todo o mundo, desastres ocorrem devido ao abuso humano da natureza e poucas pessoas parecem entender a gravidade disso.

Em primeiro lugar, é necessário analisar a realidade capitalista vivida nos dias atuais. A maximização do lucro é o objetivo principal, mesmo que aconteça as custas da destruição do meio ambiente. Governos de vários países fecharam os olhos para questões ambientais para focar apenas na prosperidade financeira, o que levou o ex presidente dos Estados Unidos, George W. Bush a se recusar a assinar o “Protocolo de Kyoto”, que visa reduzir uma emissão de gases poluentes na atmosfera. Somente um desenvolvimento sábio e sustentável pode garantir que o crescimento econômico do país ocorra sem destruir o ecossistema vivido.

Além disso, é possível avaliar o dessinteresse da sociedade contemporânea como uma das causas do problema. Completamente indiferentes á questões que não são divulgadas pelos meios de comunicação como objetos de consumo, a sociedade não percebe a importância que têm nessa problemática. Ao invés de darem o exemplo no âmbito pessoal e exigirem mudanças no trato governamental, as pessoas preferem afirmar que o problema é tão grande  que nada adiantariam ações isoladas e esse é um pensamento errôneo, pois como disse o líder pacifista indiano Mahatma Gandhi “Temos de nos tornar na mudança que queremos ver”.

Em virtude dos fatos mencionados, é perceptível a urgência na busca do desenvolvimento sustentável. Num primeiro momento cabe aos agentes midiáticos investirem na divulgação do tema por meio de propagandas que chamem a atenção do telespectador para a temática, logo cabe a estes a mudança nos hábitos ruins relacionadas ao meio ambiente e faz-se necessário a cobrança ao Governo  e seus representantes , para que assumam o compromisso de zelar pela natureza saudável e o equilíbrio entre desenvolvimento sustentável e econômico. É preciso também que as autoridades aumentem a fiscalização nos pontos principais de desmatamentos, e apliquem leis mais rígidas aos infratores que desobedecerem às leis que integram o direito ambiental, a fim de preservar o meio ambiente e não afetar a qualidade de vida da geração atual e das futuras.