Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 25/06/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê o direito ao meio ambiente saudável e equílibrado como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, observa-se exatamente o contrário quanto à questão do desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da lógica capitalista e da negligência estatal.

Primeiramente, a priorização dos interesses financeiros é um desafio presente na problemática. Essa compreensão silencia o pensamento de Paul Watson, diretor da fundação Greenpeace, no qual afirma que inteligência é a capacidade de conviver em harmonia com todas as espécies, uma vez que as grandes empresas prejudicam a natureza desmatando, queimando etc, para lucrar na sociedade capitalista. Além disso, a sociedade, através da valorização da economia e da falta de consciência ambiental, contribui para a banalização do desenvolvimento sustetável ao não questionarem as ações empresáriais. Assim, são necessárias medidas para mudar esse cenário maléfico.

Ademais, é imprescindível pontuar a insuficiência de políticas públicas para tornar o desenvolvimento sustentável real. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo que o Governo exerce na introdução da sustentabilidade no Brasil. Segundo Aristóteles, filósofo grego, a política tem como função preservar a amizade entre indivíduos de uma sociedade. Assim, contrariando o pensador, o Estado, que deveria promover o bem-estar da população, ignora ações, como as políticas contra o desmatamento e a proteção dos animais brasileiros, que poderiam distanciar a sustentabilidade brasileira da utopia,

É necessário, portanto, medidas suficientemente efetivas para combater o desenvolvimento sustentável utópico. Posto isso, cabe ao Estado, com apoio das Organizações Não-Governamentais, fiscalizar as indústrias e, por meio de multas, corrigir os erros das empresas e promover a sustentabilidade brasileira. Essa medida focará em diminuir, principalmente, os desmatamentos, as queimadas e a poluição dos rios e dos mares. Paralelamente, é preciso criar campanhas que mostrem a necessidade de cuidar do território brasileiro aos empresários, estudantes e trabalhadores. Dessa maneira, o Brasil poderá usufruir dos seus direitos Constituicionais.