Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 27/06/2021

O Protocolo de Kyoto, assinado em 1997, simbolizou um acordo firmado entre vários países, inclusive o Brasil, para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, com o objetivo de promover um desenvolvimento mundial mais sustentável. No entanto, mais de 20 anos após a ocorrência desse marco, o progresso ecológico ainda é um desafio para o planeta, embora seja essencial para preservar a vida na Terra. Nesse contexto, é preciso encontrar maneiras de associar os aspectos financeiros e sociais.

A priori, é importante destacar que, são poucas as empresas que incluem a sustentabilidade como objetivo. Isso ocorre porque, as corporações não entendem o que significa desenvolvimento sustentável e o encaram como um empecilho, algo que poderia atrapalhar o lucro. Na ânsia de cumprir os principais interesses capitalistas, acabam desrespeitando as legislaões ambientais em vigor. Assim, biomas como a Amazônia e o Cerrado são desmatados em busca de espaço para a agricultura, e aos poucos perdem sua grande biodiversidade. Isso é evidenciado pelos dados divulgados pelo INPE, que mostram que o desmatamento na região amazônica aumentou 34,5% de 2019 para 2020.

Ademais, vale ressaltar que, como o Brasil é um país subdesenvolvido e emergente, ainda existem problemas relacionados ao desenvolvimento da educação e da tecnologia. Devido à falta de investimentos adequados em educação por parte do governo brasileiro, ainda existem graves desigualdades em termos de acesso ao ensino, sobretudo no quesito ambiental. Como consequência disso, ainda é possível ver lixo sendo descartado de maneira incorreta, rios sendo poluídos por esgoto, entre outos problema. Além disso, vale ressaltar que, o Brasil não está próximo de ter altos índices de inovação tecnplógica, o que é essencial para o desenvolvimento sustentável - uma vez que a ciência conteporânea busca desenvolver sistemas de produção que usem menos matéria-prima e gastem menos energia.

Compreende-se, portanto, que é de extrema necessidade que o Estado - através do Ministério do meio ambiente - desenvolva punições mais rígidas para quem descumpir leis de proteção ambiental, além de aumentar a fiscalização. Além disso, é necessário que o Ministério da educação promova palestras nas escolas para educar as crianças e os jovens sobre a importância da sustentabiliadade. Por fim, é de grande relevância que as empresas tomem iniciativas como incluir medidas sustentáveis nos seus métodos de produção. Assim, será possível vislumbrar um futuro em que o desenvolvimento seja aliado à manutenção do ecossistema.