Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 26/06/2021
O livro “O cidadão de papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o descaso com o desenvolvimento sustentável no país afeta a sociedade como um todo. Assim, seja pelo descaso do governo com a temática, seja pelos prejuízos gerados para as próximas gerações, o problema permanece silenciosamente afetando o meio ambiente e exige reflexão urgente.
Primeiramente, é importante ressaltar que a desatenção do Estado com o tema interfere na sua transição de teoria para prática. Em dezembro de 1972, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que tinha como objetivo desenvolver a proteção ambiental e promover o desenvolvimento sustentável. Porém, tal programa não é posto em prática visto o descaso governamental brasileiro em proteger sua fauna e flora e propagar uma relação saudável entre a natureza e o ser humano. Assim, pode-se visualizar que o país colabora para que esse desenvolvimento promovido pela ONU seja apenas uma utopia, prejudicando todos os envolvidos.
Ademais, essa indiferença do governo coloca em risco o progresso das próximas gerações. Segundo a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, o avanço sustentável é o desenvolvimento que pode suportar as necessidades da geração atual, sem gerar comprometimento às futuras gerações. Com isso, é possível perceber que a desatenção a esse tema gerará problemas ambientais para as próximas gerações como aumento na poluição, prejuízos a saúde, diminuição da qualidade de vida e um possível esgotamento dos recursos naturais. Desse modo, é necessária uma revisão nas ações atuais para garantir o futuro dos próximos indivíduos.
Portanto, dado ao exposto, é inegável que sejam implementadas medidas para solucionar a problemática. Sendo assim, visando garantir a preservação ambiental, é necessário que a população pressione o Governo Federal a fazer mudanças nas atuais políticas ambientalistas, por intermédio de petições e manifestações, fazendo com que eles se vejam pressionados a mudarem suas posturas em relação ao assunto. Como efeito social, a sociedade brasileira vai poder caminhar em conjundo com desenvolvimento sustentável.