Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 25/06/2021
A partir de mecanização da produção, o estímulo ao consumo tornou-se um fator primordial para a manutenção do sistema capitalista. De acordo com Karl Marx, filósofo alemão do século XIX, para que esse incentivo ocorresse, criou-se o fetiche sobre a mercadoria: constrói-se a ilusão de que a felicidade seria alcançada a partir da compra do produto. Ao fazer uma analogia com a situação brasileira, percebe-se um aumento na produção de bens de consumo e, consequentemente, na extração de matéria-prima. Tal circunstância também foi influenciada pelas propagandas comerciais, uma vez que busca convencer o indivíduo a adquirir determinado produto. Assim, é notório problemas tais como: esgotamento dos recursos naturais e baixa conscientização por parte da sociedade.
Em primeiro plano, é importante destacar que os avanços tecnológicos ocorridos no século XXI contribuíram para a progressão das propagandas comerciais e, posteriormente, para o baixo desenvolvimento sustentável. Isso porque, tais propagandas influenciam a compra de produtos por parte dos indivíduos. E o aumento da aquisição material, como os bens de consumo não duráveis, ou seja, de curto prazo de utilização, ocasiona a extração e o aproveitamento descontrolado dos recursos naturais para que, em seguida, sejam manuseados nas indústrias. Tal fato pode ser evidenciado por uma pesquisa realizada pela página online G1, no ano de 2019, que revela que a Terra atinge esgotamento de recursos naturais mais cedo em toda a série histórica.
Entretanto, o esgotamento dos recursos naturais não é o único aspecto existente nesse cenário brasileiro. Além disso, é evidente que a baixa conscientização das pessoas acerca do tema central contribui ainda mais para a atual situação, uma vez que a coletividade está habituada à práticas como ao uso excessivo da água, o que atrapalha para o progresso desse desenvolvimento. Correspondente a essa ideia, de acordo com filósofo alemão Albert Schweitzer, a sociedade vive em uma época perigosa, em que homem domina a natureza antes que tenha aprendido a dominar a si mesmo. Dessa forma, a ausência de medidas relacionadas ao meio ambiente, torna-se prejudicial para a nação.
Portanto, é evidente a necessidade de medidas mais eficazes que venham a amenizar os impactos gerados. Por conseguinte, cabe ao Governo, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, desenvolverem campanhas e palestras sobre o desenvolvimento sustentável, principalmente ao público juvenil e adulto, por meio de verbas governamentais e parcerias com instituições educacionais, com a utilização das mídias sociais e meios impressos, como também a participação dos educandos e seus respectivos responsáveis legais, a fim de que assim possa haver melhor conscientização acerca da temática no ambiente social e escolar.