Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 27/06/2021

Segundo o pensamento do líder político e religioso indiano, Mahatma Gandhi,  na terra há o suficiente para satisfazer as necessidades de todos, mas não há o suficiente para satisfazer a ganância de alguns. Desse modo, muitos indivíduos subvertem seus valores éticos e morais em busca do lucro que o desmatamento, o tráfico de animais, o uso excessivo de agrotóxicos e outras atitudes ambientalmente danosas podem proporcionar. Tal aspecto, é fruto do ideário vigente no Brasil contemporâneo que privilegia o consumo em detrimento da sustentabilidade. Logo, é necessário analisar seus efeitos e encontrar maneiras eficazes de minimiza-los para que gerações futuras não sejam prejudicadas.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a revolução industrial foi o estopim para profundas mudanças no meio. O potencial de riqueza até o século XVII era determinado pelo tempo da natureza, no século posterior -marca o início da revolução - os ganhos derivam da capacidade tecnológica, logo, os países buscaram desenvolver a qualquer custo, consequentemente aumentando a emissão de gases contribuintes para o efeito estufa. Para despertar a consciência ecológica, foi necessário a criação de conferências ambientais para melhor relação natureza e desenvolvimento, sem comprometer as gerações futuras.

Além disso, isto pode ser constatado na tragédia ocorrida em Mariana, com a ruptura de uma barragem de rejeitos de mineração, cujo resultado foi visto por especialistas como a “morte” do Rio Doce. Mas os impactos também pode ser silenciosos e lentos, como a destruição, pela poluição e degradação, dos manguezais, bioma considerado o “berçário” da vida marinha. E enquanto isso, a população assiste apática à destruição de seu meio ambiente. Nesse sentido, pôde-se aplicar o provérbio indígena “Somente após a última árvore for cortada, o último rio ser envenenado, o último peixe for pescado, o homem descobrirá que dinheiro não pode ser comido.”

Fica evidente, portanto, sendo necessário a utilização moderada dos recursos naturais. Para isso, instituições internacionais, como a ONU, juntamente a organizações como os BRICS, deve pensar em políticas públicas de regulamentação sobre a utilização dos recursos naturais, além de desenvolver medidas punitivas aplicáveis a empresas ou Estados responsáveis por acidentes. Também, Ong´s como o Greenpeace deve fazer palestras voltadas para o público jovem e infantil de modo a despertar consciência na utilização dos recursos. Dessa forma, haverá desenvolvimento sem prejudicar as próximas gerações.