Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 27/06/2021

O livro O cidadão de papel, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que atingem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que os desafios no desenvolvimento sustentável: utopia ou realidade afetam a sociedade como um todo. Assim, seja pela falta de políticas públicas ou pela ausência de campanhas educacionais, o problema permanece, afetando a população e exige uma reflexão urgente.

Nesse contexto, é presciso pontuar, de início, que, a falta de políticas públicas corrobora de forma intensiva para o entrave. Sobre isso, Abraham Lincoln, personalidade americana, disse, em um discurso, que a política é serva do povo. Em relação a tal afirmação, nota-se uma inconformidade sobre a atuação do Estado brasileiro, no sentido contrário do que Lincoln explanou, a política atual não serve ao povo na questão abordada, fazendo com que a resolução seja quase utópica.

Ademais, diante dessa perspectiva, apesar da Constituição garantir educação como direito social, não é o que se observa em relação ao desenvolvimento sustentável. Isso porque o Estado que, na opinião do sociólogo T.H.Marshall, tem a responsabilidade de dar aos seus cidadão um mínimo de bem-estar e segurança econômica, não cumpre seu papel. Logo, é inaceitável que essa cituação se perpetue na sociedade atual.

Portanto, pode-se inferir que, a falta de políticas públicas é um grande entrave que carece de soluções. Desse modo cabe ao poder legislativo, órgão responsável pela manipulação das regulamentações do país, garantir o apoio governamental para ações que resolvam o problema, por meio da revisão de leis já existentes, em relação a problemática, com a finalidade de garantir o bem-estar da natureza, sem sacrificar o desenvolvimento. Só dessa forma, observa-se-á uma mudança nesse cenário.