Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 27/06/2021
O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas do Brasil contemporâneo. Nesse viés, a sustentabilidade é um problema em pauta na atualidade. Sendo assim, seja pelo crescimento das indústrias, ou então, pela falta de políticas ambientais rigorosas, a problemática vem silenciosamente se agravando e necessita de reflexão urgente.
Primeiramente, cabe ressaltar que nos últimos anos a industrialização no país cresceu e trouxe consigo problemas relacionados aos recursos necessários. Nesse sentido, em troca do aumento do desenvolvimento econômico, problemas ambientais relacionados aos rejeitos e efeitos causados pelas fábricas surgiram. A exemplo disso, há o fenômeno das ilhas de calor, que consiste na elevação da temperatura em regiões urbanizadas por conta da existência de indústrias, carros e também pela menor cobertura verde, isto é, pouca arborização. Logo, entende-se que, muitas vezes, em busca do desenvolvimento, o meio ambiente sofre perdas.
Em segundo lugar, as poucas legislações ambientais rigorosas, somadas com a baixa fiscalização promovem o agravamento da situação. Deste modo, crimes ambientais e outras questões não são penalizadas e, sobretudo, contabilizadas, tornando o combate ainda mais comlicado, pois sem informações de como e onde acontecem as ocorrências fica mais difícil traçar estratégias de combate e até mesmo conscientização. Enfim, concluí-se que a neutralidade governamental com relação aos incidentes ambientais e métodos de combatê-los promove ainda mais sua ocorrência.
Em suma, a problemática existe e necessita de reflexão urgente. Dessa forma, cabe ao Governo subsidiar projetos que promovam a sustentabilidade por meio de verbas direcionadas por meio de programas sociais (alocar recursos aos grupos que possuam propósitos e ações concretas mostradas às autoridades), com o objetivo de conscientizar a população e auxiliar os planejamentos em andamento que desejam aliar sustentabilidade e desenvolvimento. Portanto, poder-se-á notar melhora na situação próximo ao discutido por Dimenstein em sua obra “O Cidadão de Papel”.