Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?
Enviada em 27/06/2021
Na contemporaneidade, a sustentabilidade entra em questão como o equilíbrio entre a sociedade capitalista e o meio ambiente. O desenvolvimento sustentável propõe manter o modo de produção, suprindo as necessidades da sociedade atual, mas sem comprometer a capacidade de oferta contínua do meio ambiente adequado à qualidade de vida. Todavia, verifica-se que o capitalismo aliado à ausência de consciência e planejamento ambiental das empresas tornam esse ideal cada vez mais utópico.
Em primeira análise, ressalta-se que com o advento da Revolução Industrial, no século XVIII, surgiu uma nova relação homem-natureza, na qual o ser humano domina e explora os ambientes naturais. Essa relação torna-se problemática à medida que o homem explora desenfrenhadamente os recursos naturais, visando apenas os interesses econômicos. Consequentemente, coloca em risco o equilíbrio do planeta e compromete o suprimento das gerações futuras. Isso é salientado por um dos considerados grandes pensadores do marxismo contemporâneo, István Mészáros, em “Socialismo ou Barbárie”. Segundo ele, os interesses da humanidade capitalista serão os seus instrumentos de autodestruição e contribuição à extinção da espécie humana do planeta Terra.
Em segunda análise, a compatibilização da atividade industrial com a preservação do meio ambiente é, hodiernamente, uma responsabilidade a qual nenhuma empresa deve fugir. Em vez do crescimento a qualquer preço, as instituições deveriam adotar os princípios do desenvolvimento sustentável, comprovando que essa prática é compatível com o lucro. Sem empresas com consciência ecológica, não se pode ter uma economia com consciência ecológica; sem uma economia com consciência ecológica, a sobrevivência humana estará ameaçada. Isso pode ser constatado pela tragédia ocorrida em Mariana, com o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco, que envolveu danos em âmbito nacional provocado pela ação antrópica contra o meio ambiente.
Diante ao exposto, é evidente a urgência na busca do desenvolvimento sustentável. Logo, faz-se necessário, no âmbito internacional, que instituições internacionais, como a ONU, juntamente a organizações como os BRICS, elaborem políticas públicas de regulamentação sobre a utilização dos recursos naturais, além de desenvolver medidas punitivas aplicáveis a empresas ou Estados responsáveis por crimes ambientais. No âmbito nacional, a fim de estimular o comprometimento com a questão da proteção ambiental e a produção de tecnologias ‘‘verdes’’ no Brasil, o governo federal deve reduzir os impostos cobrados às empresas que adotassem métodos sustentáveis. Assim, será possível haver um equilíbrio entre a sociedade capitalista e o meio ambiente.