Desenvolvimento sustentável: Utopia ou realidade?

Enviada em 28/06/2021

A existência do desenvolvimento sustentável em larga escala, se faz mais distante ao redor do globo, visto que de acordo com dados da própria Organização das Nações Unidas(ONU) são produzidas 1,4 bilhões de toneladas de lixo por ano com previsão de 4 bilhões até 2050. Só no Brasil, são produzidos aproximadamente 80 milhões de toneladas por ano segundo a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) porém apenas 4% do lixo produzido é reciclado. Também há o desperdício dos recursos naturais como a água consumida na agricultura somando cerca de 70% da água potável do planeta, chegando a 72% no Brasil de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Em 2015, a ONU propôs aos seus países membros uma nova agenda de desenvolvimento sustentável para os próximos 15 anos, com isso houve a criação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O ODS 12 é focado na produção e consumo responsável, revela que grande parte da população mundial consome menos que o necessário, com isso se faz necessária a redução do desperdício global per capita tanto nos distribuidores quanto nos consumidores. Logo é notável que novas medidas devem ser tomadas, como a técnica de gotejamento aplicada na agricultura para a irrigação da lavoura afim da redução e redistribuição da mesma.

Com a falta de reciclagem, o Brasil perde 8 milhões por ano de acordo com o secretário de Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Ministério do Meio Ambiente, esse dinheiro poderia ser usado para a construção de 1,5 milhão de casas populares, segundo o próprio secretário, ou até mesmo na manutenção do território. Como prevê a constituição de 1988, é de dever do Estado garantir a saúde e bem estar da população, e tal descaso com o lixo produzido no próprio pais se mostra prejudicial economicamente, com o déficit citado, e um risco para a fauna e flora, voltando para a população.

Logo, medidas são necessárias para resolver essa problemática. Incube ao Estado expansão de postos de reciclagem por todo o pais, bem como ao ministério da agricultura, a verificação dos métodos usados pelos agricultores para a irrigação. Ademais, cabe ao ministério público juntamente a veículos tele comunicativos informar a população, a respeito dos problemas causados ao não reciclar e o ministério da Educação, a realização de palestras em escolas para que as próximas gerações tenham em mente a construção de um futuro  em que o  desenvolvimento sustentável seja uma realidade mais próxima.